Decisão da Copa Super 8 sem “papões de títulos” abre caminhos para Pinheiros e Minas

  • F. A. Barbosa
  • Publicado em 31 de janeiro de 2026 às 15:00
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 Em um momento inusitado, título será disputado sem Flamengo e Sesi Franca, que têm mantido protagonismo disparado no basquete brasileiro

A decisão da Copa Super 8 entre Pinheiros e KTO Minas, neste sábado (31/01), às 17h, no Poliesportivo Henrique Villaboim, representa mais do que a decisão de um título. O duelo sinaliza um movimento inusitado no basquete nacional: a ascensão de novas forças em um cenário historicamente dominado por Flamengo e Sesi Franca. Em um torneio que reúne os oito melhores do primeiro turno do NBB CAIXA, a ausência dos “papões de títulos” não é apenas exceção, mas a chegada de novas e consolidadas forças do basquete brasileiro.

Ao longo das 17 edições do NBB CAIXA, apenas três decisões aconteceram sem a presença de Flamengo ou Sesi Franca. A primeira foi na temporada 2011/12, quando Brasília e São José decidiram o título. Depois, em 2016/17, Bauru Basket enfrentou o Paulistano. E, na sequência, em 2017/18, Paulistano e Mogi Basquete protagonizaram mais um capítulo fora do eixo tradicional de poder da liga.

 

Na Copa Super 8, esse cenário foi ainda mais difícil de se visto. Em apenas uma das sete edições, em 2022, Flamengo e Sesi Franca ficaram fora da decisão, que foi disputada entre KTO Minas e São Paulo. Agora, a história se repete, com o time mineiro novamente presente, desta vez diante de um Pinheiros que retorna ao protagonismo em um momento de afirmação.

Não tem zebra!

Esse novo encontro não surge por acaso. Pinheiros e KTO Minas ocupam hoje um espaço que, em outros momentos da história recente, pertenceu a equipes como Brasília, Bauru Basket e Paulistano. Times que, com projetos bem estruturados, continuidade e identidade clara, conseguiram equilibrar forças com Flamengo e Sesi Franca e romper, ainda que pontualmente, a lógica da hegemonia.

O KTO Minas é talvez o exemplo mais consistente desse processo nos últimos anos. Presença frequente entre os melhores da liga, o clube mineiro se consolidou como força regular, chegando repetidamente às semifinais e dando um passo além na temporada passada, quando disputou sua primeira decisão do NBB CAIXA, sendo superado pelo Sesi Franca. O crescimento sustentado transformou a Tempestade em protagonista permanente, e não mais em surpresa.

Do outro lado, o Pinheiros vive um momento de retomada. Campeão da Liga das Américas em 2013, o clube sempre teve tradição, mas buscava espaço nas grandes decisões nacionais. Após uma temporada passada de alto nível, a equipe deu um salto competitivo sob o comando de Gustavinho De Conti, alcançando agora sua primeira decisão de título em âmbito nacional, somando NBB CAIXA e Copa Super 8.

A decisão deste sábado, portanto, carrega um peso simbólico especial. Não apenas por coroar o campeão da Super 8, mas por reafirmar que o basquete brasileiro continua em movimento, com projetos capazes de amadurecer, se consolidar e desafiar hierarquias estabelecidas. Pinheiros e KTO Minas mostram que o topo continua aberto para quem consegue sustentar desempenho, identidade e ambição.


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