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Vereadores vão decidir sobre a continuidade ou arquivamento de acusação contra prefeito
A Comissão Processante que apura denúncias contra o prefeito Gilson de Souza (DEM) se reunirá, na tarde desta sexta-feira, para decidir sobre o andamento do processo, que pode resultar na cassação do mandato de Gilson.
Só há duas opções para os vereadores que compõem a comissão: ou os trabalhos terão prosseguimento ou serão arquivados. Neste caso, a decisão tem que ser submetida ao plenário da Câmara.
A Comissão Processante é formada pelo vereadores Adermis Marini (PSDB), presidente, Della Motta (Podemos), relator, e Arroizinho (PMDB), terceiro membro.
A tendência, até esta quinta-feira, é de que Adermis e Della Motta votem pela continuidade, uma vez que a defesa por escrito do prefeito não esclareceu todas as dúvidas. Arroizinho faz parte da base e votará com o prefeito até o final da comissão, salvo algum acontecimento excepcional.
Após a votação, Della Motta e sua equipe de analistas legislativos, que o assessoram no processo, farão na segunda-feira a oficialização da decisão. Neste dia, expira-se o prazo para que a comissão se manifeste sobre o prosseguimento dos trabalhos. Neste caso, a conclusão deverá ocorrer até o final de dezembro.
A tendência é que a denúncia de renúncia de receitas seja enterrada, uma vez que o prefeito está tomando providências para realizar a fiscalização dos ambulantes e firmou acordo com o Ministério Público, que deu prazo até janeiro para a regularização.
O que deve ser apurado mais a fundo devem ser as acusações do autor do pedido de abertura de Comissão Processante, o radialista Marcelo Bomba, de suposto favorecimento à Construtora Pacaembu, de Ribeirão Preto, que iniciou as vendas de um empreendimento particular em área pública – na Praça da Matriz -, mesmo sem aprovação do projeto pela Prefeitura – e teve tramitação prioritária em seu projeto em relação a outras construtoras.