Carne pesa e “inflação do aluguel” acelera para 2,09% em dezembro deste ano

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  • Publicado em 27 de dezembro de 2019 às 14:44
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 20:11
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No acumulado de 2019, a alta foi de 7,30%, pouco abaixo dos 7,54% registrados em 2018

A divulgação do consolidado do IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), realizada nesta sexta-feira, 27, confirmou a tendência das últimas semanas: a inflação média acelerou com a alta no preço da carne bovina.

O encarecimento dos produtos medido pelo índice passou de 0,30% para 2,09%. Pesquisado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis. No acumulado de 2019, a alta foi de 7,30%, pouco abaixo dos 7,54% registrados em 2018.

A aceleração registrada no último mês do ano é reflexo do aumento dos custos para o produtor amplo e dos preços ao consumidor. Para este último grupo, a inflação sobre a carne bovina, que já havia passado de 0,85% para 3,76% no último mês, chegou a 18,03% no consolidado de dezembro.

Também ficaram mais caros para os consumidores a gasolina, os jogos lotéricos, as passagens aéreas e os pacotes de telefonia fixa e internet.

Já para os produtores, além dos bovinos (8,02% para 19,57%), ficaram sensivelmente mais caros o minério de ferro (-11,21% para 3,38%) e o café em grão (3,60% para 15,57%).

Até quando a carne vai pesar sobre a inflação? Segundo o Banco Central, só até o fim desse ano. Em ata divulgada na terça-feira (17), o BC avaliou que os efeitos do choque de preço de proteínas será concentrado no último bimestre deste ano.

Os preços das carnes já haviam empurrado para cima a inflação oficial brasileira em novembro, com alta de 8,09% no mês e levando o IPCA a subir 0,51% — resultado mais alto para novembro em quatro anos.

*6Minutos


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