Café e demência: Será que a bebida pode mesmo salvar nossa memória?

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 18 de julho de 2020 às 02:58
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 20:59
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Beber café pode reduzir o risco de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, tais como Alzheimer

​Um novo estudo sugere que o consumo de até cinco xícaras de café por dia pode ajudar a prevenir o risco de desenvolvimento de condições que contribuem para o aparecimento de demência. 

Os dados apurados sustentam pesquisas anteriores que já haviam detectado uma correlação entre a popular bebida e doenças neurodegenerativas.

“Existem estudos científicos que apuraram que há sim uma relação entre o consumo de café e o retardamento da incidência de Alzheimer” disse Keri Gans, dietista e autora do livro ‘The Small Change Diet’, em entrevista ao Yahoo Lifestyle.  

Uma pesquisa realizada em 2018 determinou que o consumo regular de café ajudava algumas pessoas a evitar a doença de Alzheimer e Parkinson. 

Na altura, os investigadores apuraram que determinados ingredientes na bebida, sobretudo os fenilindanos, tinham o poder de bloquear tanto a proteína amiloide como a tau, elementos comuns no cérebro de pessoas que padecem das duas patologias. 

A equipe descreveu os fenilindanos como “uma pista promissora no desenvolvimento de drogas moleculares capazes de tratar distúrbios neurodegenerativos”. 

Todavia, Gans reforça a necessidade de realizar mais estudos para entender melhor de que forma o café funciona na prevenção da demência.  

Adicionalmente, o novo estudo realizado pela organização sem fins lucrativos Scientific Information on Coffee determinou que beber café pode também reduzir o risco de doenças cardíacas, vários tipos de câncer (sobretudo o da próstata) e de diabetes tipo 2.