Biofábrica de mosquitos que bloqueiam a dengue começa a operar em Ribeirão Preto

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 31 de agosto de 2026 às 19:30
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Unidade na Vila Tibério produzirá três milhões de insetos semanalmente para proteger quatro cidades do interior paulista

Nova fábrica em Ribeirão Preto vai soltar milhões de mosquitos contra a dengue; entenda a tecnologia (Foto Arquivo)

 

Uma nova unidade de produção de mosquitos Aedes aegypti modificados para combater a dengue começa a operar em Ribeirão Preto (SP).

A iniciativa, que utiliza uma bactéria natural chamada wolbachia, é fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Prefeitura da cidade e a Wolbito do Brasil.

Instalada na Vila Tibério, na Zona Oeste do município, a biofábrica tem capacidade para produzir mais de três milhões de insetos semanalmente. Além de Ribeirão Preto, a produção vai abastecer São Carlos, Araraquara e São José do Rio Preto.

O Que É o ‘Método Wolbachia’ e Como Funciona?

Gerente da Wolbito, Gabriel Sylvestre Ribeiro esclarece que a tecnologia não se trata de um inseto transgênico, mas sim de um mosquito portador da bactéria wolbachia:

Bloqueio da doença: Quando o mosquito com a bactéria pica uma pessoa infectada, o vírus da dengue não se desenvolve no organismo do inseto, impedindo a transmissão para outras pessoas;

Substituição natural: A partir de outubro, equipes iniciarão as rotas de soltura nas ruas. Serão liberados 700 mil mosquitos por semana em Ribeirão Preto durante 26 semanas, substituindo gradualmente a população de insetos comuns;

Aviso à população: Como os “wolbitos” são visualmente idênticos aos normais e a população não consegue diferenciá-los, a orientação dos especialistas continua sendo a mesma: mate o mosquito e elimine os criadouros em casa.

Histórico e Expansão da Tecnologia

Desenvolvido no Brasil desde 2012 e já testado com sucesso em cidades como Niterói (RJ) e Campo Grande (MS), o projeto chega ao interior paulista como política pública de saúde definitiva.

Após o período de seis meses de liberações constantes, os próprios mosquitos se encarregarão de perpetuar a proteção na natureza de forma autossustentável.

Fonte: G1


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