Atletas de handebol da Noruega são multadas por não aceitarem jogar usando apenas biquíni

  • F. A. Barbosa
  • Publicado em 23 de julho de 2021 às 21:00
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Jogadoras optaram por jogar de shorts por se sentirem mais confortáveis, mas terão que pagar 150 Euros de multa. Machismo?

Jogadoras optaram por jogar de shorts por se sentirem mais confortáveis, mas terão que pagar 150 Euros de multa. Machismo?

As atletas da seleção de handebol de praia da Noruega foram multadas em 150 Euros cada por uma razão inusitada. Suas atletas disputaram um campeonato oficial de shorts ao invés do tradicional biquíni.

A questão tem levantado polêmica sobre a motivação da multa. O critério é técnico ou se trata de uma atitude machista de “obrigar” as jogadoras a exporem o corpo contra a vontade delas.

A polêmica, que está repercutindo nas redes sociais do mundo todo, ocorru no Campeonato Europeu de handebol de areia feminino, disputado na Bulgária.

A Seleção Norueguesa foi multada pela organização do torneio pelo uso de “roupas impróprias”.

Quebra de regra

Segundo a organização, as mulheres infringiram o regulamento da competição ao utilizaram shorts ao invés de biquínis, vestimenta obrigatória no campeonato.

Cada atleta recebeu multa avaliada em 150 euros, o equivalente a R$ 926 na cotação atual.

A Federação Norueguesa de Handebol de Areia arcará com os custos. De acordo com as jogadoras, o uso de biquínis é “degradante e impraticável”.

A entidade da Noruega na modalidade já havia feito o requerimento para autorização do uso de shorts, contudo, não foi acatada pela organização do torneio europeu.

Um argumento utilizado pelas norueguesas é que o time masculino, da mesma modalidade, tem os shorts como uniforme obrigatório. Ou seja, se um homem quiser jogar de sunga, também não pode.

Repercussão

O assunto está entre os mais comentados da web nesta semana entre esportistas e defensoras da causa feminista pelo mundo e pode, inclusive, refletir em mudanças nas regras das competições.

“É claro que estávamos preparados para pagar qualquer multa. Estamos todos no mesmo barco”, afirmou Kare Geir Lio, presidente da Federação Norueguesa de Handebol de Areia, em entrevista à AFP.

“O mais importante é ter vestimentas com os quais as jogadoras se sintam confortáveis. Deve ser uma escolha livre dentro das regras padronizadas”, completou.


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