NBB tem abertura da rodada de quartas-de-final hoje: clássico dos Jardins abre jogos

  • F. A. Barbosa
  • Publicado em 4 de maio de 2026 às 13:00
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Pinheiros é o favorito, mas Paulistano vem numa crescente e não deve facilitar para o rival – e praticamente vizinho de clube

O Sesi Franca inicia sua participação nas quartas de final do NBB nesta terça-feira à noite, no Pedrocão, diante do Mogi Basquete.

Em paralelo, a fase decisiva também traz nesta segunda-feira um dos confrontos mais tradicionais da competição, com Pinheiros e Paulistano abrindo sua série em um duelo marcado por equilíbrio histórico e projetos consolidados.

Pinheiros e Paulistano protagonizam um clássico que vai além dos elencos atuais. As duas equipes representam modelos estruturados do basquete brasileiro, sustentados por investimento em formação de atletas, continuidade de jogadores e participação frequente em alto nível competitivo.

Esse histórico comum se reflete em jogos intensos e estratégicos, geralmente decididos nos detalhes. Além do que, os clubes têm suas sefes muito próximas na capital paulista.

A rivalidade também se constrói desde as categorias de base, criando uma linha contínua de confrontos que amadurece jogadores e reduz margens para surpresa. Muitos dos protagonistas atuais já se enfrentam há anos, o que eleva o nível tático e a leitura de jogo.

O retrospecto recente reforça o equilíbrio. O duelo pela Copa Super 8, decidido após duas prorrogações com vitória do Pinheiros, simboliza a intensidade do confronto. Além disso, há um componente simbólico: o Paulistano já conquistou o título do NBB (2017/18), enquanto o Pinheiros segue em busca de sua primeira taça, o que adiciona tensão à série.

Dentro de quadra, o contraste de estilos é evidente. O Pinheiros, comandado por Gustavinho de Conti, aposta na intensidade física e no domínio dos rebotes.

Já o Paulistano, de Demétrius Ferracciú, prioriza organização, disciplina e controle de posse. O resultado costuma ser um jogo de ajustes finos, em que pequenas vantagens fazem a diferença.

Entre os destaques individuais, Agapy foi peça-chave do Pinheiros nas oitavas, com médias de 16 pontos e sete rebotes, enquanto Lucas Siewert brilhou pelo Paulistano, também com 16 pontos por jogo, aliando presença no garrafão e eficiência nos arremessos de três pontos.

Saindo do banco, Cauã Pacheco e Edson Tovar se mostraram importantes nas rotações das equipes.

Nas oitavas, o Pinheiros avançou com autoridade ao vencer o Rio Claro por 3 a 0, enquanto o Paulistano superou o Bauru por 3 a 1, em uma série mais equilibrada. Na temporada regular, cada equipe venceu um confronto direto.

Com campanhas sólidas — segundo lugar para o Pinheiros e sétimo para o Paulistano —, a série promete manter o histórico de equilíbrio, intensidade e decisões nos detalhes que marcam esse clássico do basquete nacional.


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