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Mais problemas: ​Argentina volta a barrar a entrada de calçados brasileiros

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 5 de dezembro de 2020 às 13:14
  • Modificado em 11 de janeiro de 2021 às 10:32
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A Abicalçados vem monitorando a questão já que estão pendentes licenças de importação

Atualmente, a Argentina é o segundo destino do calçado brasileiro no exterior, atrás apenas dos Estados Unidos

Após quatro anos de trégua, o governo argentino voltou a barrar calçados brasileiros. 

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que vem monitorando a questão, reporta que atualmente estão pendentes de licenças de importação para entrar no país vizinho 328 mil pares de calçados, sendo que 315 mil deles já excederam o prazo máximo de 60 dias estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC). 

Segundo o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, o prejuízo já chega a US$ 3 milhões. 

“Em outubro, no primeiro monitoramento realizado por demanda de algumas empresas que estavam enfrentando novamente o problema, quase 850 mil pares aguardavam liberação na fronteira. Foi quando tivemos um encontro na embaixada da Argentina no Brasil. A partir daí houve uma melhora, mas seguimos atentos”, conta o executivo. 

Ferreira lembra que o fato remete aos governos Kirchner, quando os calçados brasileiros tiveram as mesmas dificuldades para entrar no país vizinho.

“A Argentina passa por uma crise econômica e precisa preservar suas reservas cambiais. A medida natural do governo, que tem orientação mais protecionista, é barrar importações, barreira que neste caso é colocada por meio das licenças não automáticas”, explica o dirigente, ressaltando que a preocupação é de que possam ocorrer cancelamentos ou mesmo pedidos de prorrogação para pagamentos, prejudicando a indústria brasileira. 

Atualmente, a Argentina é o segundo destino do calçado brasileiro no exterior, atrás apenas dos Estados Unidos. 

Entre janeiro e outubro deste ano, o país vizinho foi destino de 6,28 milhões de pares verde-amarelos, que geraram US$ 60,17 milhões, quedas de 25,2% em volume e de 33,2% em receita na relação com o mesmo ínterim de 2019.