Ações de varejistas amargam perdas no Ibovespa no ano; vale a pena investir nelas?

  • Robson Leite
  • Publicado em 20 de dezembro de 2021 às 16:30
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Investidores migraram de tecnologia e varejo para setores como a indústria ou ligados à base da economia, como commodities e agronegócio

De estrelas da pandemia de 2020, as empresas do setor de varejo viram seus papéis saírem de uma maré positiva para amargarem fortes perdas em 2021. Ao longo do ano, os papéis do Magazine Luiza já caíram 73,87%, da Via, 69,62%, e das Lojas Americanas, 73,32%.

São vários os motivos para essa virada na avaliação do setor. Mas o principal deles foi o aumento da Selic, que estava em 2% ao ano em janeiro e vai encerrar 2021 em 9,25% ao ano. Se por um lado a taxa mais alta controla a inflação, por outro reduz a atividade econômica e o dificulta o acesso ao crédito, influenciando diretamente nas vendas das varejistas.

“O consumo diminui como uma forma de tentar controlar a inflação. Como as varejistas têm uma relação direta com o consumo, quando esse tipo de operação financeira fica mais cara, é natural que a receita do varejo diminua”, afirma Lucas Cintra, especialista da Valor Investimentos.

Segundo uma publicação do portal 6 Minutos, não é só a alta da Selic e a inflação em disparada que impactam estas empresas. No ano passado, com o aumento da digitalização, as varejistas tiveram ótimo desempenho no e-commerce.

“Com a chegada dessa nova onda, as empresas de varejo, que também entregam tecnologia, perderam a força e deram lugar a setores tradicionais na bolsa. Quando ocorre a fuga de um papel, o efeito é de manada”, afirma Caio Mastrodomênico, CEO da Vallus Capital.

Segundo ele, “também dá para considerar que a queda tem a ver com a correção do índice mesmo, as pessoas que lucraram lá atrás fazem a realização do lucro com a venda das ações”.


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