Golpes deste tipo tiveram 6,7 milhões de compartilhamentos e acessos no Brasil nos últimos dias
Angústia, desespero e medo do futuro são alguns sentimentos enfrentados por muita gente durante esses dias de incerteza por conta do novo coronavírus.
E é justamente nesse momento que muitos golpistas se aproveitam da situação para enganar a população.
O golpe da vez tem a ver com o auxílio emergencial de R$ 600 por mês, criado para entregar à população brasileira uma ajuda financeira durante a pandemia.
No entanto, golpes e aplicativos falsos surgiram para enganar quem busca fazer o resgate da renda. Se você está confuso e com medo de utilizar os recursos, explicaremos a seguir os caminhos seguros para receber o dinheiro do governo.
Há duas maneiras distintas para solicitar o resgate do valor: O aplicativo oficial Caixa Auxílio Emergencial; O site oficial do Auxílio Emergencial do Governo Federal.
Apenas quem não recebe Bolsa Família e não estava registrado no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal) até o dia 20 de março de 2020 necessita recorrer aos aplicativos.
O público-alvo que precisa se inscrever consiste em: Trabalhadores informais; Contribuintes individuais da Previdência Social; MEIs (Microempreendedor Individual).
Estes devem procurar os canais oficiais citados anteriormente (já com os links corretos), a fim de evitar golpes.
Se você preferir buscar na Play Store (no Android) ou na App Store (iOS), escreva o nome completo do aplicativo, Caixa Auxílio Emergencial.
Ao selecionar o aplicativo a ser baixado, para garantir que você selecionou o correto, observe se os dizeres “Caixa Econômica Federal” aparecem logo abaixo do nome do app.
Uma busca por “auxílio emergencial” feita na última semana, teve como primeiro resultado o aplicativo correto tanto na Play Store quanto na App Store.
Contudo, isso não foi o que ocorreu em dias anteriores, quando apps terceiros que prometiam a consulta de benefícios, ou incluíam os dizeres “auxílio emergencial” apareceram entre os primeiros resultados.
Se isso porventura voltar a acontecer, não faça o download, muito menos insira suas informações por lá.
Mais cuidados
Além dos aplicativos falsos, há links fraudulentos circulando pela internet que tentam explorar as pessoas que buscam resgatar o auxílio emergencial.
O dfndr lab, da empresa de segurança digital PSafe, identificou que um golpes deste tipo tiveram 6,7 milhões de compartilhamentos e acessos no Brasil.
A empresa registrou de 90 a 100 páginas falsas que tentam induzir que você ceda seus dados pessoais e compartilhe o conteúdo com seus contatos no WhatsApp — buscando enganar mais pessoas. Novamente, atenção é sua defesa contra os golpes.
A recomendação de Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, é ver se o link da página que você acessou termina com “gov.br”.
Antes de inserir qualquer informação pessoal, o aplicativo descreve quem está apto a receber o auxílio. É necessário estar completamente de acordo com o perfil para fazer a solicitação. Os requisitos são:
Ter mais de 18 anos; Não ter emprego formal; Não receber benefícios previdenciários (INSS), assistenciais, seguro-desemprego e Programa de Transferência de Renda Federal (Bolsa Família não é um impeditivo); Renda familiar mensal de até R$ 522,50 por pessoa ou até R$ 3.135,00 no total da família; Não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018; Estar desempregado ou ser MEI, trabalhador informal, contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social; Não ser agente público, inclusive temporário, nem exercer mandato.
Se você encaixa nestes requisitos, você precisa selecionar duas caixinhas, informando que você leu e sabe que se enquadra em quem pode receber o auxílio e que autoriza o acesso e uso dos seus dados para validar se você está qualificado para recebê-lo.
Na página seguinte, é solicitado o nome, o CPF, a data de nascimento e o nome da mãe. Após clicar em “Continuar”, é pedido o número do celular e sua operadora telefônica para o envio de um código por SMS, a ser enviado em até 10 minutos e com validade de quatro horas.
O código é necessário para avançar para os “Dados complementares”. Nesta página, você deve descrever quanto você ganhava, em média, por mês (as opções vão de “até R$ 600” a “acima de R$ 3.153,01”), e qual é sua atividade profissional.
A tela seguinte pede dados de todos os membros da família que moram com você, inclusive o CPF daqueles que tenham o documento.
Você precisa indicar o número de familiares com CPF para depois identificar o grau de parentesco, o CPF e a data de nascimento de cada um deles. A
inda não acabou. É necessário inserir o endereço completo (CEP, estado, cidade…) antes de definir o recebimento em uma conta existente ou abrir uma poupança digital para receber o auxílio.