Em um ano, botijão de gás sobe mais de 26% no estado de São Paulo

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 26 de julho de 2018 às 21:20
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 18:53
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A pesquisa também mostra que a importação de GLP para consumo interno pulou de 24% para 40%

Pesquisa divulgada pelo Dieese (Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) aponta que o preço do
botijão de gás de 13 quilos aumentou 26,91% em São Paulo entre junho de 2017 e
o mesmo mês deste ano. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira, 26 de
julho.

Na pesquisa por municípios, em junho
deste ano, o valor do botijão correspondia a 3,23% da renda de uma família de
baixa renda da capital paulista. Na média geral, o peso no rendimento foi de
1,46%.

No recorte por estado, o preço do gás
pesou mais no orçamento das famílias mais pobres que viviam no Maranhão — comprometendo
59% do rendimento, Acre (51,1%) e Sergipe (50,7%). Os menores percentuais
foram registrados em São Paulo (10,8%), Distrito Federal (10,1%) e Santa
Catarina (8,9%).

Além disso, das cerca de 13,7 milhões
de famílias brasileiras participantes do programa Bolsa Família, que recebem
benefício médio de 178,04 reais, o botijão compromete 40% da renda.

A pesquisa aponta também a importação
brasileira de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) para consumo interno saltou de
24% em junho de 2017 para 40% no mesmo mês deste ano. “A atual direção da Petrobras,
uma estatal, que pertence ao estado brasileiro, optou por uma rota que vai na
contramão daquilo que é feito por muitas empresas estrangeiras produtoras de
petróleo. Além disso, importa algo que o país produzia e pode produzir,
contribuindo para gerar empregos em outros países e desemprego no Brasil”,
conclui o Dieese.


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