Equipe pode fazer história e conquistar o inédito pentacampeonato do Novo Basquete Brasil; pivô mostra força em quadra
O apoio da torcida no Pedrocão foi combustível para uma atuação consistente de Cristiano Felício na vitória do Sesi Franca sobre o Pinheiros, por 82 a 73, no Jogo 1 da final do NBB.
Finais costumam exigir protagonismo coletivo — e, neste domingo (31), Felício aproveitou a oportunidade. Titular, o pivô ganhou espaço na rotação e teve seu nome entoado pelas arquibancadas em diversos momentos, em reconhecimento ao desempenho sólido.
Em cerca de 15 minutos em quadra, o camisa 6 contribuiu com oito pontos, quatro rebotes e um toco. A atuação contrasta com o Jogo 5 da semifinal contra o Brasília, quando não pontuou nos oito minutos em que esteve em quadra.
Mais do que os números, Felício chamou atenção pela intensidade em um duelo de alto nível. Com passagens pela NBA e pela Seleção Brasileira, o pivô mostrou presença física e energia nos dois lados da quadra.
Jogo duro
A vitória, porém, não foi simples. O Pinheiros, empolgado por disputar sua primeira final de NBB, começou melhor e venceu o primeiro quarto, criando dificuldades para os donos da casa.
O cenário mudou após o intervalo. Com defesa mais agressiva e maior fluidez ofensiva, o Sesi Franca dominou o terceiro período, assumiu o controle do placar e encaminhou o triunfo que garantiu a vantagem na série melhor de cinco.
“Ganhar em casa o primeiro jogo para depois ir para dois jogos em São Paulo é muito importante. Conseguimos impor nosso jogo e diminuir o volume deles. Isso fez a diferença, além da nossa vontade”, analisou Felício.
O pivô também destacou o impacto da atuação no aspecto individual, especialmente pela confiança para a sequência da decisão.
“É muito bom para mim. Consegui me impor nessa final, e isso dá confiança para os próximos jogos. Mas foi só o primeiro passo. Precisamos manter a mesma intensidade fora de casa”, afirmou.
O reconhecimento da torcida teve peso especial, mas Felício fez questão de valorizar o apoio familiar nas arquibancadas. “Nada me deixa mais feliz do que ter minha mãe, meu irmão e meu filho aqui. Esse apoio é o mais importante. Claro que a torcida também ajuda muito, dá confiança e mostra que estamos no caminho certo”, completou.