Cozinhar em casa uma vez por semana pode reduzir risco de demência em idosos

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 29 de março de 2026 às 19:30
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Atividade física e estímulo cognitivo envolvidos na atividades são as duas principais explicações para os benefícios

Estudo indica que cozinhar em casa ao menos uma vez por semana pode reduzir risco de demência. Veja os benefícios (Foto Freepik)

 

Cozinhar refeições em casa vai além do prazer e das boas lembranças: pode também ajudar a proteger o cérebro.

Um estudo publicado na revista Journal of Epidemiology & Community Health aponta que cozinhar ao menos uma vez por semana pode reduzir o risco de demência, especialmente em pessoas mais velhas.

Redução pode chegar a até 30%

De acordo com a pesquisa, o hábito de cozinhar foi associado a uma redução de até 30% no risco de demência entre idosos.

Entre aqueles que começaram a cozinhar mais tarde ou tinham pouca experiência, a diminuição pode chegar a até 70%.

Cozinhar envolve corpo e mente

Os pesquisadores destacam que o preparo de alimentos reúne dois fatores importantes para a saúde cognitiva: atividade física e estímulo mental.

Tarefas como ir às compras, ficar em pé e preparar os alimentos contribuem para o movimento do corpo.

Ao mesmo tempo, cozinhar exige atenção, planejamento e execução, funcionando como um exercício para o cérebro.

Atividade nova potencializa os efeitos

O estudo também observou que pessoas com menos habilidade culinária apresentaram benefícios ainda maiores.

Isso ocorre porque atividades novas estimulam mais o cérebro, ajudando a fortalecer a chamada “reserva cognitiva”, associada à proteção contra o declínio mental.

Pesquisa analisou quase 11 mil idosos

A análise foi feita com dados de cerca de 11 mil pessoas com 65 anos ou mais, participantes de um estudo japonês sobre envelhecimento.

Os resultados mostraram que cozinhar ao menos uma vez por semana reduziu o risco de demência em 23% entre homens e 27% entre mulheres.

Associação existe, mas não prova causa direta

Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores ressaltam que o estudo é observacional.

Ou seja, não é possível afirmar que cozinhar, por si só, previne a demência — mas há uma associação consistente entre o hábito e menor risco da doença.

Incentivar o hábito pode ser estratégia de saúde

Mesmo com limitações, os especialistas apontam que estimular o preparo de refeições em casa pode ser uma estratégia importante para manter idosos ativos física e mentalmente.

Além disso, o hábito reforça vínculos, autonomia e uma alimentação mais equilibrada.

Fonte: G1


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