Bassi e Flávia Lancha visitam instituição e elogiam trabalho conduzido por Padre Marco em prol da ressocialização e oportunidade de vida
A Casa de Apoio Dom Pedro Luiz recebeu, nesta segunda-feira, a visita do vereador Daniel Bassi e da empresária e coordenadora regional do PSD, Flávia Lancha.
A entidade, que há 14 anos desenvolve um trabalho de acolhimento e ressocialização em Franca, é considerada referência no atendimento a homens que já passaram por tratamento de desintoxicação e buscam uma nova oportunidade de vida.
Atualmente instalada no Jardim Luiza, a casa abriga 16 residentes e mantém fila de espera, reflexo da crescente demanda por apoio na fase de transição pós-tratamento. O foco do trabalho é oferecer acompanhamento e estrutura para que os acolhidos possam se reinserir na sociedade e no mercado de trabalho.
Como é o trabalho
O período mínimo de permanência é de um mês. Após essa etapa inicial, os residentes passam a trabalhar fora durante o dia e retornam à instituição para dormir, permanecendo sob acompanhamento até que estejam totalmente livres do vício e preparados para seguir de forma independente.
A Casa de Apoio também passa por reformas estruturais, com a participação direta dos próprios acolhidos, que ajudam nos trabalhos como forma de colaboração e fortalecimento do senso de responsabilidade e pertencimento.
Durante a visita, Daniel Bassi destacou o compromisso da entidade com a recuperação e a dignidade humana. “O Padre Marco é muito comprometido com o trabalho de recuperar as pessoas, de dar oportunidade de vida nova, de reencontrar sua dignidade. Vamos ajudar em tudo que for possível”, afirmou o vereador, que se comprometeu a atuar no destravamento de recursos para fortalecer as atividades da instituição.
Flávia Lancha também elogiou o trabalho desenvolvido e ressaltou a importância de políticas públicas voltadas não apenas ao enfrentamento, mas ao cuidado com as pessoas.
“Quando a gente fala em combate às drogas, não estamos falando apenas de repressão, mas de cuidado, acolhimento e oportunidade. A Casa de Apoio Dom Pedro Luiz mostra que a reintegração é possível quando existe acompanhamento, responsabilidade e amor ao próximo. Esse é o tipo de iniciativa que precisa do apoio do poder público e de toda a sociedade.”
Flávia defendeu a ampliação de ações preventivas. “Também precisamos fortalecer as políticas de prevenção. Investir em educação, esporte e geração de oportunidades é impedir que muitos jovens entrem no caminho da dependência. Combater as drogas começa antes do vício, começa com presença do Estado, apoio às famílias e ações concretas que devolvam dignidade e perspectiva de futuro.”
Com 14 anos de atuação, a Casa de Apoio Dom Pedro Luiz segue como um espaço de reconstrução de trajetórias, oferecendo não apenas abrigo, mas acompanhamento, disciplina e esperança para homens que buscam reescrever suas histórias.