Meta busca novas receitas além da publicidade e recursos premium prometem mudar a experiência nos apps
Meta prepara o terreno para inaugurar a era das assinaturas no WhatsApp e no Instagram, e isso pode mudar a forma como usamos as redes no dia a dia (Foto Arquivo)
Imagine abrir o WhatsApp e perceber que ele não é mais apenas um mensageiro. Ou entrar no Instagram e descobrir que parte da experiência agora depende de um plano pago.
Essa cena, que até pouco tempo parecia improvável, está cada vez mais próxima. A Meta prepara o terreno para inaugurar a era das assinaturas no WhatsApp e no Instagram, e isso pode mudar a forma como usamos as redes no dia a dia.
A proposta ainda não foi anunciada oficialmente, mas códigos internos, testes e vazamentos apontam para um movimento claro: transformar recursos avançados em diferenciais pagos, enquanto o uso básico segue gratuito.
A grande questão é entender o que realmente estará por trás desses planos premium.
Como devem funcionar as assinaturas do WhatsApp e Instagram?
A expectativa é que os planos pagos funcionem como uma camada extra de personalização e controle. Quem optar pela assinatura teria acesso a ferramentas exclusivas, pensadas para tornar a experiência mais completa, sem eliminar as funções tradicionais que já fazem parte dos aplicativos.
A ideia lembra outros serviços digitais que adotaram o modelo “freemium”: o essencial continua liberado, mas recursos mais sofisticados ficam restritos a quem paga. Esse formato permite à Meta diversificar receitas sem afastar usuários que preferem não gastar.
A lógica não é fechar os aplicativos, mas transformar conveniência e personalização em produto.
O que muda no WhatsApp com um plano pago?
No caso do WhatsApp, informações divulgadas por fontes especializadas indicam que a assinatura pode liberar recursos que vão além da estética. Entre as apostas estão stickers premium, temas personalizados e até toques exclusivos para conversas.
Outro ponto que chama atenção é o aumento no limite de chats fixados. Hoje, o usuário pode manter poucas conversas em destaque.
Com o plano pago, esse número deve crescer, facilitando a organização para quem usa o app intensamente, seja no trabalho ou na vida pessoal.
Há também a possibilidade de remover anúncios em áreas como Status e Canais, mas essa opção deve ficar restrita a países da União Europeia e ao Reino Unido, por questões regulatórias.
E o Instagram, o que pode oferecer aos assinantes?
No Instagram, o foco parece estar no controle de audiência e na gestão de seguidores. Códigos encontrados por desenvolvedores apontam para a criação de listas de público ilimitadas, algo que hoje é bastante restrito.Cursos de marketing para influencers
Outro recurso especulado é o modo oculto para visualizar stories, permitindo consumir conteúdo sem deixar rastros.
Além disso, o assinante poderia acessar listas detalhadas de quem não segue o perfil de volta, uma curiosidade antiga de muitos usuários.
Essas funções não mudam o núcleo da rede social, mas oferecem mais poder de gestão e privacidade para quem decide pagar.
Quanto vai custar a assinatura do WhatsApp e Instagram?
Por enquanto, essa é uma das maiores incógnitas. Não há valores definidos nem confirmação se cada aplicativo terá planos separados ou se existirá um pacote unificado.
Também existe a possibilidade de preços diferentes por região, levando em conta poder de compra e regulamentações locais. Esse modelo já é comum em serviços globais e ajuda a adaptar a oferta a diferentes mercados.
Quando as assinaturas devem ser lançadas?
Ainda não há data oficial. As assinaturas estão em fase inicial de desenvolvimento, e a Meta segue testando quais recursos realmente farão parte dos pacotes finais.
O que se sabe é que o movimento faz parte de uma estratégia maior da empresa liderada por Mark Zuckerberg, que busca novas fontes de receita além da publicidade tradicional.
A pergunta que fica não é se a assinatura vem, mas até que ponto ela vai mudar nossa relação com as redes.