Empresas têm dado mais espaço (e preferência) a profissionais com 50 anos ou mais

  • Marcia Souza
  • Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 06:30
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Empresas como o grupo Savegnago e o Magazine Luiza mantêm programas contínuos voltados à inclusão deste público

A busca por profissionais com 50 anos ou mais tem ganhado espaço nas estratégias de contratação de grandes empresas brasileiras, especialmente em um cenário de mudanças rápidas no mercado de trabalho e de escassez de mão de obra qualificada em alguns setores.

Cada vez mais, trabalhadores dessa faixa etária encontram oportunidades para mudar de ramo de atuação ou investir em processos de requalificação profissional, contrariando o estigma de que o mercado prioriza apenas os mais jovens.

Para as empresas, a contratação de profissionais mais experientes tem se mostrado um diferencial. Em geral, são trabalhadores que demonstram maior compromisso com rotinas e prazos, valorizam o emprego e apresentam senso elevado de responsabilidade no cumprimento das tarefas.

Gestores apontam que, em comparação com parte da mão de obra mais jovem, esses profissionais tendem a ter menor rotatividade, mais foco e maturidade no ambiente de trabalho.

Além da experiência acumulada ao longo da carreira, muitos desses trabalhadores chegam motivados a aprender novas funções e tecnologias, especialmente quando encontram programas estruturados de capacitação.

A requalificação profissional tem sido uma porta de entrada para quem deseja permanecer ativo no mercado, seja em áreas diferentes das que atuaram durante a maior parte da vida ou em funções adaptadas à nova realidade econômica.

Empresas como o grupo Savegnago e o Magazine Luiza mantêm programas contínuos voltados à inclusão de profissionais com 50 anos ou mais em seus quadros. As iniciativas incluem processos seletivos específicos, treinamento e acompanhamento, com o objetivo de valorizar a diversidade etária e aproveitar o potencial desse público.

Especialistas em mercado de trabalho avaliam que a tendência deve se intensificar nos próximos anos, impulsionada pelo envelhecimento da população brasileira e pela necessidade de manter pessoas economicamente ativas por mais tempo.

Para os trabalhadores maduros, o movimento representa a chance de uma nova etapa profissional; para as empresas, a oportunidade de formar equipes mais equilibradas, comprometidas e produtivas.


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