Tutores não namorariam alguém que não gosta de seus animais de estimação, diz estudo

  • Nene Sanches
  • Publicado em 14 de novembro de 2025 às 20:00
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Estudo dos Estados Unidos revela que cada 4 em 5 tutores recusariam um relacionamento amoroso com alguém que não gosta dos pets

Quem nunca ouviu alguém dizer que os pets “são melhores que muita gente”? Os animais de estimação são considerados parte importante da vida de várias pessoas, e não é surpresa descobrir que eles influenciam até nos relacionamentos amorosos dos tutores.

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos mostra que algumas pessoas que adotam e cuidam de um bichinho levam isso a sério. Elas até preferem não se envolver com alguém que não demonstre respeito pelo seu companheiro de quatro patas.

O estudo foi realizado pela MetLife Pet Insurance em maio de 2025. O levantamento foi feito com 1000 donos de pet e revelou uma série de curiosidades sobre o vínculo entre seres e humanos e animais.

Humanização

Segundo Renata Rom, psicoterapeuta e pesquisadora na Universidade de Saskatchewan, no Canadá, a pesquisa demonstra como a humanização dos animais chegou em níveis mais elevados.

“Ao mesmo tempo em que os pets oferecem acolhimento e apoio genuínos, não podemos ignorar os riscos de projetar neles expectativas que pertencem às relações humanas. Reconhecer essa diferença é essencial para que esse vínculo seja saudável”, comenta.

O que dizem os números

Sobre esse tema, cada 4 em cada 5 tutores, ou seja, 81% dos participantes, se recusam a namorar uma pessoa que não goste do seu pet. Para além disso, 87% deles ainda estariam confortáveis em abrir mão de um apartamento que não fosse pet friendly.

Outra informação é sobre um uso curioso da tecnologia. Dos entrevistados, 31% afirmou que usariam ferramentas de inteligência artificial para gerar uma versão humana de seu pet e namorariam esse resultado.

Quando se trata de personalidade, os tutores sabem muito bem que seus animais de estimação têm personalidades próprias e características únicas. Dois em cada 5 (39%) disseram que se o seu pet fosse um ser humano, ele seria uma red flag ambulante.

Para quem tem um bichinho em casa, as necessidades deles, muitas vezes, são até primordiais que as dos tutores. 66% dos donos relataram que priorizam visitas ao veterinário e conforto, em vez das suas próprias vontades.

Pode até chocar, mas quase metade dos participantes ainda falou que estariam até mesmo dispostos a desistir de uma semana extra de férias remuneradas para investir em situações emergenciais que envolvem os pets.

Conexão única

Quem não convive com animais de estimação pode ter dificuldade para entender o quão longe a conexão entre tutores e pets pode chegar. A pesquisa também teve o objetivo de mostrar justamente a profundidade desse vínculo.

Segundo os dados levantados, mais de um terço dos entrevistados dependem muito mais dos bichinhos do que de qualquer outra relação humana. Isso se mostrou mais significativo na geração Z, que representava quase metade dos participantes.

Outra informação fofa e bem comum, publicada pelo Metrópoles, é que 57% dos tutores costumam dizer “eu te amo” para o pet diversas vezes ao dia. Além disso, aproximadamente 80% sentem que o cão ou gato oferece mais suporte emocional do que o último relacionamento amoroso.

Acerca do número sobre os que namorariam a versão humana do seu animal de estimação, a geração Y (nascidos entre 1940 e 1960) e a geração X (nascidos entre 1965 e 1980) prevaleceram. A geração Z ficou por último, e ambos donos de cães e gatos ficaram quase empatados.


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