Atual presidente, Rafael Diniz impõe derrota política ao parlamentar francano e garante que pode brigar pela permanecer no cargo
O acordo de parceria entre a Associação Atlética Francana e um grupo de investimentos que prometia injetar recursos no clube naufragou antes mesmo de ser formalizado.
A negociação previa aportes financeiros já a partir do Campeonato Paulista da Série A3 de 2026, mas a atual diretoria decidiu encerrar as conversas após discordar dos termos propostos pela empresa.
De acordo com o presidente da Francana, Rafael Diniz, a condução das tratativas e a oferta feita para o clube não agradaram à direção do clube.
Diniz afirmou que não aprovou também a forma como o vice-presidente do Conselho Deliberativo, o vereador Fransergio Garcia, vinha articulando a negociação.
Segundo Diniz, o grupo liderado por Fransergio estaria tentando impor condições “na marra”, em razão da condição de político e empresário do mesmo, para assumir o comando da equipe, o que, segundo ele, “não funciona dessa forma”.
O dirigente também criticou o conteúdo da proposta apresentada, alegando que o plano do grupo de investidores “não trazia grandes novidades além do que a Francana já tem em mãos”.
A ruptura evidenciou o clima de divisão interna na tradicional equipe francana, com Diniz e Garcia em rota de colisão pelo controle político do clube.
O impasse marca mais um capítulo da disputa que se desenha nos bastidores da Veterana.
Rafael Diniz declarou que as eleições para a presidência da Francana estão previstas apenas para maio de 2026 e que não descarta a possibilidade de concorrer à reeleição.
Do outro lado, o grupo liderado por Fransergio Garcia já manifestou publicamente o interesse em disputar o comando do clube.
Mas primeiro terá que tentar superar o atual mandatário, que não parece disposto a entregar o clube de bandeja para o vereador e seu grupo.