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Medida seria uma forma do prefeito “terceirizar” o problema para a Câmara dos Vereadores
Uma fonte ligada diretamente ao gabinete do prefeito Gilson de Souza (DEM) fez uma revelação preocupante: o mandatário pode enviar para a Câmara projeto de lei fixando o reajuste dos servidores de Franca antes mesmo da assembleia da categoria, marcada para a noite de terça-feira.
Se o projeto for enviado, com pedido para votação em regime de urgência, e aprovado pelos vereadores, a assembleia do período noturno, também na terça, que decidirá sobre o início de uma greve dos servidores, já será realizada com um posicionamento definitivo do prefeito.
Seria uma forma de Gilson encerrar as negociações, esfriar o propósito de greve geral e deixar ao sindicato a opção de recorrer à Justiça do Trabalho, onde há chances de ficar tudo exatamente como ele propôs, à revelia da pauta de reivindicações do funcionalismo.
Isso porque, com as negociações encerradas, não faria sentido os trabalhadores cruzarem os braços para pressionar o governo a melhorar a proposta, ficando a Justiça como única opção.
O tiro, porém, pode sair pela culatra no âmbito político, pois o desgaste no relacionamento entre o prefeito e os mais de 4,7 mil servidores criará uma animosidade em relação ao prefeito de grande parte do funcionalismo. E os reflexos poderão ser sentidos em breve, no mês de outubro, quando Gilson deverá apoiar o filho Gilsinho ou o irmão Nirley para a eleição de deputado.
Os servidores querem aumento de 8%, além do índice inflacionário de 1,81%, cartão alimentação de R$ 600, abono escolar de R$ 350, falta abonada e plano de carreira.
A oferta do prefeito foi de 1,81% de aumento, cartão alimentação, R$ 370 até dezembro deste ano e a partir de janeiro de 2018 passa para R$ 380. Ele também ofereceu um reajuste discreto para o abono escolar de R$ 5, passando de R$ 270 para R$ 275. Sua oferta foi rejeitada por unanimidade.