Entidades querem que deputados estaduais elaborem um novo projeto contemplando os pedidos dos profissionais de educação
Entidades querem que deputados estaduais elaborem um novo projeto contemplando os pedidos dos profissionais de educação
Em audiência pública, representantes do professores contestaram, na Assembleia Legislativa, a lei estadual criada para reajustar os vencimentos dos servidores públicos e de instaurar um novo plano de carreira no magistério.
Segundo os professores, tendo em vista a reforma da Previdência, o aumento do Iamspe e a perda de alguns subsídios, a perda da categoria chega a 35% nos últimos anos.
Na proposta para o magistério, a categoria contestou ainda a extensão do reajuste aos inativos, o que consta da exposição de motivos da lei, mas não do projeto em si, portanto seria uma promessa sem valor legal.
Para os professores em início de carreira, o sindicato representante do magistério pontuou que a proposta poderia sim representar um aumento salarial, mas com contrapartidas desvantajosas, como a impossibilidade de acumular cargos.
Já para os docentes mais antigos, o enquadramento pode acarretar reajuste zero ou mesmo perdas salariais.
“Nós sabemos o que acontece quanto parte dos vencimentos vira vantagem pessoal. Quando houver o próximo reajuste, essa parcela será absorvida pelo piso”, disse o presidente do sindicato dos Especialistas em Educação de SP, Chico Polo.
Outros especialistas da área também apontaram outros problemas no projeto de lei do governo do Estado.
“Carreira não se discute em final de governo, carreira se discute com as entidades”, afirmou Rosaura Almeida, presidente do Sindicato dos Supervisores de Ensino (Apase).
Também participaram da audiência pública a supervisora de ensino Luciene Cavalcante e o escritor Edson Gabriel Garcia, além de políticos.
A expectativa é que seja apresentado pelos deputados estaduais um projeto substitutivo ao que o Estado apresentou, contemplando as demandas do magistério.