Moradias improvisadas se multiplicam pela cidade e município não consegue conter processo de “favelização”
Moradias improvisadas se multiplicam pela cidade e município não consegue conter processo de “favelização”
Enquanto a maioria dos francanos passará o réveillon com a mesa farta e no conforto do lar, centenas de pessoas terão que ver o ano novo chegar das ruas e das “favelinhas” que se espalham pela cidade.
Esta é uma realidade que, por décadas, passou longe de Franca mas que atualmente é realidade e tem ganhando corpo.
O que se vê são ações localizadas da Prefeitura de Franca, como o Centro Pop, que até agora não apresenta números de retirada de gente da rua, o Abrigo Municipal e a Casa de Passagem.
Porém, elas não têm contido o avanço do número de pessoas em situação de rua, seja por questões financeiras ou vinculadas ao consumo de drogas lícitas, como em bebidas alcoólicas, e ilícitas – casos do crack, maconha, cocaína, etc.
Pontos de favela
Atualmente, vários pontos da cidade viraram focos de moradias improvisadas, inclusive em áreas centrais e muito movimentadas.
Exemplos são os barracos improvisados sob o viaduto Dona Quita, construídos com madeira, panos e papelão, basicamente; no prédio da antiga Estação, próximo à Praça Sabino Loureiro; na lateral da fábrica Amazonas, também na região da Estação.
Outro ponto central que cedeu espaço aos moradores de rua é o espaço sob o pontilhão da Rua General Telles sobre a Avenida Hélio Palermo, com barracas de camping e tapumes abrigando várias pessoas.
Mas também nos bairros têm ocorrido a construção de moradias em condições subumanas. É o caso da Vila Gosuen, onde a Prefeitura está construindo uma área de esportes onde havia vários barracos. Ocorre que os mesmos se espalharam por perto e o problema continua existindo.
A expectativa da população é que, mais que inaugurar locais ou anunciar serviços, o poder público dê respostas efetivas, retirando as pessoas das ruas, dando oportunidades e atendendo ao clamor dos francanos.