A opção pela criação do MEI está relacionada à facilidade e os benefícios que vêm com ela, como obter crédito mais barato
Os novos MEIs são manicures, empresas de bolos, doces, marido de aluguel, enfim, atividades que requerem pouco investimento
O Brasil nunca criou tantas empresas na história, mas a razão não é para se comemorar.
Em meio à pandemia de coronavírus, que mergulhou o país na segunda grande crise econômica em um período de menos de 10 anos, o elevado número de desempregados vem levando muita gente a virar MEI (microempreendedor individual) como forma de sobreviver enquanto o mercado de trabalho não melhora.
Esse é o cenário revelado por um indicador da Serasa Experian, que compila informações de abertura de pessoas jurídicas em juntas comerciais de todos os estados.
Segundo dados repassados pela empresa para o portal 6 Minutos, somente no acumulado deste ano até abril, último dado disponível, já surgiram 1,38 milhões de empresas, alta de 27% na comparação com o mesmo período de 2020.
No ano passado todo, surgiram 3,4 milhões de empresas, número recorde que será superado com folga neste ano, segundo o economista da empresa de avaliação de dados de crédito e consumo, Luiz Rabi.
A maior parte (cerca de 80%) é de MEIs. “São manicures, empresas de bolos, doces, marido de aluguel. Atividades que requerem pouco investimento, que não necessitam de um ponto comercial e que podem ser desenvolvidas em casa ou na rua”, explica ele.