Daniel Bassi fez apelo para a companhia ser mais tolerante com francanos inadimplentes durante a pandemia
Daniel Bassi fez apelo para a companhia ser mais tolerante com francanos inadimplentes durante a pandemia. Na foto, durante reunião com Alexandre Alonso, consultor da CPFL em Franca
O vereador Daniel Bassi tem se manifestado na Câmara Municipal de Franca contrário ao corte de energia de trabalhadores que tenham perdido o emprego em Franca e estejam sem condições de pagar a conta momentaneamente.
Muitas reclamações chegam diariamente, segundo o vereador, de pessoas que estão com renda comprometida e são obrigadas a optar entre comprar comida ou pagar energia elétrica.
Bassi já elaborou projeto de lei, fez ofício para a CPFL Paulista, apresentou moção de repúdio na câmara e, enfim, recebeu resposta da empresa.
Resumidamente, a CPFL afirma que tem cumprido com suas obrigações legais para com os consumidores francanos, mas fica claro que não haverá tolerância em relação a atrasos nas contas de energia se não houver uma determinação legal para isso.
“Desde o início da pandemia, a CPFL Paulista vem atuando incansavelmente para reorganizar-se e adaptar-se ao cenário de incertezas e imprevisibilidades, reunindo todos os seus esforços para priorizar a garantia de acesso ao serviço público essencial de distribuição de energia elétrica disponibilizando mais de 30 (trinta) serviços nos canais de atendimento”, diz a nota.
A empresa ressalta ainda que oferece parcelamentos aos seus consumidores, mas fica claro que vai cumprir estritamente o que a agência reguladora de energia do governo federal ordenar.
“Cabe salientar que a CPFL Paulista vem cumprindo em sua totalidade as determinações da ANEEL, como não realizar a suspensão de fornecimento:
I – das subclasses residenciais baixa renda;
II – onde existam pessoas usuárias de equipamentos de autonomia limitada, vitais à preservação da vida humana e dependentes de energia elétrica, incluindo unidades hospitalares, institutos médico-legais, centros de hemodiálise e de armazenamento de sangue, centros de produção, armazenamento e distribuição de vacinas e soros antídotos;
III – para as quais a distribuidora suspender o envio de fatura impressa sem a anuência do consumidor; e
IV – que estejam em locais em que não houver postos de arrecadação em funcionamento, o que inclui instituições financeiras, lotéricas, unidades comerciais conveniadas, entre outras”, diz a nota.
Daniel Bassi explicou que o atendimento das famílias de baixa renda é destinado somente àquelas que estão inscritas no cadastro governamental.
Mas destaca que muitas outras, apesar de não cadastradas, também enfrentam dificuldades financeiras relativas à pandemia.
“Tem muita gente que não se enquadra nos quesitos de vulnerabilidade social do governo mas que estão sem trabalho ou tiveram a renda duramente comprometida. Essas pessoas também precisam de atenção e vamos continuar lutando por elas”, afirmou Bassi.