Os números apontam que 82% dos empreendedores iniciais entraram no mercado devido à escassez de empregos
Os números apontam que 82% dos empreendedores iniciais entraram no mercado devido à escassez de empregos
Empreender virou a alternativa de renda para milhões de brasileiros que foram atingidos pelo desemprego e que não conseguiram uma recolocação no mercado.
Essa constatação consta do relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2020, realizada no Brasil pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).
Os números apontam que 82% dos empreendedores iniciais declararam que foram empreender devido à escassez de empregos.
Além disso, grande parte dos empreendedores iniciais tem poucos recursos: 53% ganham até três salários mínimos.
De acordo com o gerente de competitividade do Sebrae, Cesar Rissete, com preparo e inovação é possível que esses pequenos negócios cresçam no futuro e sobrevivam, desde que sigam alguns passos importantes.
Um dos conselhos é que as pessoas empreendam em uma área que já tenham habilidade e conhecimento ou fiquem atentas às necessidades de mercado que possam ser atendidas por um novo serviço ou produto.
“Não é porque o empreendedor está sem emprego ou renda que ele não pode empreender por oportunidade”, frisa.
Rissete ainda destaca que é preciso pensar nos recursos financeiros para abrir e manter o negócio.
“Como esses empreendedores têm uma renda baixa e provavelmente não conseguiriam um financiamento de alto valor, é interessante que busquem se inserir em atividades que tenham baixa necessidade de capital, ou seja, um segmento onde consigam empreender sem muitos recursos”, afirma.
O gerente ressalta que é possível pensar em investimentos de equipamentos mais acessíveis, inclusive usados e que, dependendo do caso, é interessante procurar microcréditos para não imobilizar todos os recursos disponíveis.
“O empreendedor precisa ter recursos para a aquisição de matéria prima e de insumos, por exemplo, e dificilmente conseguirão financiamento para isso”, comenta.
Rissete destaca que que os investimentos iniciais têm que ser condizentes com a condição financeira dos empreendedores e que é importante lembrar sempre que quem está começando, geralmente, ainda é pequeno e tem poucos clientes.
O gerente de competitividade do Sebrae ainda observa que com o aumento do comércio eletrônico, muitos empreendedores começam sem a obrigatoriedade de contar com um ponto fixo, o que já reduz o valor a ser investido