“Eles estão correndo atrás de patrocínio, mas não chega nada na nossa mão.”
Apesar de estar classificado às quartas de final do Campeonato Paulista Série A3, o momento fora de campo do Batatais não é muito bom. Isso porque um grupo de jogadores, que não se identificaram, denunciaram salários atrasados e problemas na estrutura do clube.
“Quando a gente voltou da pandemia, fizemos um acordo para eles pagarem 45 dias que a gente tinha para receber, mas não pagaram. Eles estão correndo atrás de patrocínio, mas não chega nada na nossa mão. Aí fica difícil a situação para nós aqui, estamos no limite, esgotados”, disse um dos atletas.
Outro jogador criticou até mesmo a alimentação oferecida e afirmou que está faltando coisas básicas no cotidiano.
“Tem dia que comemos salsicha aqui, isso não existe. Dia de jogo comemos pão com manteiga e já teve dia que não tinha nem manteiga. Então estamos passando por todos esses perrengues”, afirmou.
“RECLAMAÇÕES EXAGERADAS”
O presidente do Batatais, Marcos Leandro, se disse surpreso pelas reclamações, e afirmou que o clube está passando por dificuldades, com R$ 4 milhões de dívidas na Justiça do Trabalho, contraídas em 2016 e 2017.
O dirigente ainda disse que tem uma parte da cota para receber e que será repassada ao elenco integralmente. Além disso, o clube está tentando vender um terreno para levantar uma renda.
ALIMENTAÇÃO
Sobre a alimentação, ele achou exagerada as reclamações.
“No meu entendimento, eles comem bem. O que eu soube é que teve salsicha no almoço e na janta na segunda-feira. Mas reclamar, acho exagerado”, analisou.
Marcos voltou a lembrar das dificuldades que enfrenta, pois o time não tem patrocínio ou investidor.
“Tocamos o Batatais com dificuldade, porque o clube não tem patrocínio ou investidor”, explicou.
“Estamos reestruturando o clube, indo atrás de arrumar o campo e pagar os salários, mas pra cada boa notícia, são dez ruins que aparecem. Tem sempre alguém sabotando o Batatais”, desabafou.