Após mais de 20 anos, febre hemorrágica mata uma pessoa no estado de SP

Doença é considerada extremamente rara e de alta letalidade; tratamento depende do quadro clínico

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​O Ministério da Saúde confirmou nesta segunda-feira um caso  de febre hemorrágica no estado de São Paulo.  A vítima é um homem de 52 anos, morador da Vila Carvalho, em Sorocaba. A Secretaria Municipal da Saúde não divulgou o nome dele.

Dados do ministério da Saúde indicam que o último relato de caso de febre hemorrágica brasileira foi há mais de 20 anos.

Nesse período, foram quatro casos em humanos, sendo três casos adquiridos em ambiente silvestre no estado de São Paulo e um por infecção em ambiente laboratorial, no Pará.

A doença é considerada extremamente rara e de alta letalidade, e o tratamento é de acordo com o quadro clínico e sintomas do paciente.

O período de incubação da doença é em média de 7 a 21 dias e se inicia com febre, mal-estar, dores musculares, manchas vermelhas no corpo, dor de garganta, no estômago e atrás dos olhos, dor de cabeça, tonturas, sensibilidade à luz, constipação e sangramento de mucosas, como boca e nariz.

Com a evolução da doença pode haver comprometimento neurológico  como sonolência, confusão mental, alteração de comportamento e convulsão.

Entre o início dos sintomas e o óbito, o paciente passou por três diferentes hospitais, nos municípios de Eldorado, Pariquera-Açu e São Paulo, sendo o último o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Durante seu atendimento foram realizados exames para identificação de doenças, como febre amarela, hepatites virais, leptospirose, dengue e zika. Contudo, os resultados foram negativos para essas doenças.

Foram realizados também exames complementares no Laboratório de Técnicas Especiais do Hospital Albert Einstein que identificou o arenavírus, causador da febre hemorrágica brasileira.

Esse resultado foi confirmado pelo Laboratório de Investigação Médica do Instituto de Medicina Tropical do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Instituto Adolfo Lutz.

Além disso, o ministério da Saúde já comunicou o fato à Organização Mundial de Saúde e à Organização Pan-americana de Saúde, conforme protocolos internacionais estabelecidos.

*Rádioagência Nacional


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