Zu Junior, mais um talento revelado por Franca, renasce depois de grave contusão

  • F. A. Barbosa
  • Publicado em 28 de novembro de 2025 às 18:30
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Agora, recuperado, mais maduro e ainda mais determinado, Zu Junior retorna à seleção não apenas como promessa

Um ano depois de ter a carreira interrompida por um estalo seco que ecoou pelo ginásio em Belém (PA), Zu Junior — uma das joias mais promissoras reveladas pelo basquete de Franca — volta a vestir a camisa da seleção brasileira.

Carregando no corpo a cicatriz da lesão e, na alma, a marca de tudo que precisou reconstruir, o ala do Sesi Franca renasce justamente no mesmo 24 de novembro que o tirou das quadras, quando rompeu o tendão de Aquiles do pé esquerdo no último quarto do duelo contra o Panamá. Agora, encara o Chile pelas Eliminatórias da Copa do Mundo FIBA Catar 2027 com maturidade, resiliência e a fome de quem sabe exatamente o que superou.

“É uma coincidência, mas aquilo que é o destino é para ser. Com muita determinação durante esse período, sem perder o foco, meus pais me ajudando muito, isso é fruto do meu trabalho até agora, das pessoas que me ajudaram. Estar voltando é muito bom, é uma energia diferente. Estou com mais vontade de fazer o que na outra vez eu não consegui fazer por causa da lesão. Tem tudo para dar certo”, afirmou Zu Jr., em entrevista exclusiva ao site da Liga Nacional de Basquete.

Tradição de Franca

A volta do ala confirma, mais uma vez, a força da “fábrica de talentos” francana, reconhecida nacionalmente pela formação de jogadores que combinam técnica, intensidade e personalidade competitiva. Zu Jr. surge como mais um nome dessa linhagem, agora provado e fortalecido por uma das lesões mais temidas no esporte.

Durante os sete meses em que esteve longe das quadras, o jovem enfrentou uma rotina desgastante. Do impacto inicial à primeira caminhada sem muletas, cada etapa parecia avançar milímetros no físico, mas quilômetros na cabeça. Entre longas sessões de fisioterapia, limitações impossíveis de ignorar e noites marcadas pela dúvida, Zu buscou transformar vulnerabilidade em combustível para retornar ainda mais forte.

“Uma coisa que eu passei a valorizar mais é que não sabemos o que vai acontecer daqui um minuto, um dia, cinco anos. Tanto que na seleção, no jogo, eu estava muito bem e aí, do nada, eu fui fazer um movimento, acabei rompendo o tendão de Aquiles. Não sabia que isso iria acontecer, me deixou fora das quadras por sete meses, passei por momentos difíceis. Estou valorizando muito mais isso, me entregar ao máximo em tudo o que vou fazer, dar tudo aquilo na hora para não deixar para depois, porque eu não sei como vai ser o depois”, relatou.

Redenção

O momento mais doloroso, segundo ele, veio após a cirurgia realizada em 26 de novembro pelo médico e diretor de saúde e performance da Confederação Brasileira de Basketball, Carlos Vicente Andreoli. Longe da quadra, Zu sentiu o peso da solidão e do silêncio.

O renascimento começou quando voltou a frequentar o ginásio, assistir aos treinos e reencontrar os companheiros no Sesi Franca. Ouvir a bola quicar, sentir o cheiro da quadra e se reconectar ao ambiente competitivo foram sinais de que havia um caminho possível — e de que valeria a pena percorrê-lo.

Agora, recuperado, mais maduro e ainda mais determinado, Zu Junior retorna à seleção não apenas como promessa, mas como um nome pronto para confirmar todo seu potencial. E, para o basquete francano, é mais um futuro craque moldado dentro de casa que volta ao cenário nacional com uma história de superação que inspira.


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