SUS é autorizado a fazer cirurgia de mudança de sexo em homens trans

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 25 de junho de 2019 às 22:59
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 19:38
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Cirurgia será feita em homens que nasceram biologicamente mulher, mas se identificam com o gênero masculino

O Ministério da Saúde autorizou
formalmente o Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar a cirurgia e tratamento
de “redesignação sexual” para homens transexuais — que nasceram
biologicamente mulher, mas se identificam com o gênero masculino.

De acordo com a resolução, os tratamentos foram
incluídos na tabela de procedimentos, medicamentos, órteses, próteses e
materiais especiais do SUS.

A redesignação sexual para homens trans consiste em
vaginectomia e metoidioplastia e só pode ser realizada em caráter experimental.
Ambos procedimentos serão realizados mediante decisão judicial em pacientes
entre 21 a 75 anos.

Vaginectomia é um procedimento médico que remove
toda a vagina ou parte dela, geralmente utilizado para tratamento do câncer
vaginal ou para redesignação sexual. Metoidioplastia é um tratamento hormonal
com testosterona para fazer com que o clitóris cresça e se aproxime à forma de
um pênis.

A Portaria foi assinada pelo Secretário-Executivo
da Saúde João Gabbardo dos Reis na competência de ministro de Estado.

Em agosto de 2008, o SUS passou a realizar
cirurgias de redesignação sexual para mulheres transexuais. Dois anos antes, o
SUS concedeu por meio da Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde o direito ao
uso do nome social, que travestis e transexuais escolhem para serem chamados.


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