Aumento de casos no estado acende alerta para riscos como pneumonia e encefalite; imunização é garantida no SUS
Surto de sarampo em SP acende alerta; veja os riscos da doença e a importância da vacina em Franca (Foto Arquivo)
O avanço de casos registrados de sarampo no estado de São Paulo reacendeu o alerta de médicos e órgãos de saúde pública para os riscos e complicações graves da doença.
Altamente contagioso e transmitido pelo ar por meio de respiração, tosse ou espirro, o vírus não possui tratamento específico, tornando a vacinação a única forma eficaz de prevenção.
Com a confirmação do aumento da circulação viral em território paulista, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação do imunizante para pessoas entre 6 meses e 59 anos em áreas de surto.
Riscos e Complicações Mais Frequentes
Especialistas da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) alertam que crianças menores de um ano e pessoas imunossuprimidas correm maior risco de desenvolver quadros graves:
Pneumonia: É a complicação mais frequente e a principal causa de mortes provocadas pelo sarampo em crianças pequenas;
Otite média aguda: Atinge cerca de 10% dos doentes e pode gerar perda auditiva definitiva;
Encefalite: Inflamação aguda no cérebro que pode deixar sequelas neurológicas permanentes ou ser fatal;
Amnésia imunológica: Após a cura aparente, o organismo passa de 3 a 6 meses com baixa imunidade, deixando o paciente suscetível a novas infecções e hospitalizações.
Sintomas e Importância da Vacina
Os primeiros sinais da infecção incluem febre alta (acima de 38,5°C), tosse seca, conjuntivite, mal-estar e manchas vermelhas que surgem no rosto e se espalham pelo corpo.
A permanência da febre após o aparecimento das manchas é um sinal de alerta para complicações imediatas.
Nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Franca, a vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) está disponível gratuitamente.
O esquema vacinal prevê doses aos 12 e 15 meses de vida, além de doses de atualização para adolescentes e adultos de até 59 anos que não comprovarem a imunização no cartão de vacina.