SOBRE A MÚSICA

  • Beny Chagas
  • Publicado em 17 de julho de 2016 às 19:11
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 17:52
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

A música é uma experiência pessoal. O significado dessa experiência pode ser diferente para cada pessoa, ao mesmo tempo em que se trata de uma linguagem que segue suas próprias leis e que por isso pode ser estudada de maneira sistemática e objetiva.

Para alguns, a impressão que a música causa limita-se ao sensorial, afetando unicamente o corpo como prazer auditivo ou convite à dança. Nesse caso, encontra-se a maioria das pessoas, que vê na música um passatempo, uma distração. Outras pessoas sentem que a música afeta o espírito, expressando sentimentos.

Para um terceiro grupo, a música é acima de tudo um exercício intelectual, em que a análise técnico-musical produz o prazer estético.

Cada uma dessas posições pessoais tem paralelismos com concepções gerais da arte que correspondem a épocas inteiras. Assim, o século XVIII, o chamado século do iluminismo, que colocava a razão acima de outros valores, situou a música instrumental no escalão mais baixo entre as artes, como um luxo inocente e agradável, um prazer sensorial, porque  a música instrumental não significava nada que pudesse ser expresso por palavras ou que servisse à reflexão.

O século XIX, o século do Romantismo, porém, ao valorizar o sentimento acima da razão e considerando que a música influía de modo direto sobre o espírito, julgou-a superior às demais artes, precisamente por ser capaz de expressar o que está além das palavras e, portanto, da razão.

Dizia-se no século XIX que todas as artes aspiravam o status da música.

A arte do século XX adotou uma atitude estética mais preocupada com a linguagem artística em si e suas possibilidades, inclinando-se por uma posição que valoriza a música pelo que tem de arquitetura sonora, por suas possibilidades de construção técnica e intelectual.

GRANDES VALORES DA MÚSICA FRANCANA


É sempre com enorme prazer que destaco aqui neste espaço meus amigos artistas da cena de Franca e Região. Ora músicos, ora escritores, e por aí afora. Uns atuando aqui mesmo na Terrinha, outros em cidades próximas ou distantes, no estado de São Paulo e fora dele. Mas faço esses destaques com muito carinho e satisfação. Este pedaço aqui está reservado pra isso.

E não é com menor satisfação que hoje faço questão de registrar o trabalho de cinco dos mais aplaudidos músicos de Franca que tive o privilégio de ver atuando em conjunto, apesar de não serem uma banda permanente. Prova da competência e capacidade de cada um por si só ou dividindo espaço com outros.

Vá seguindo a foto lá que vou comentando.

DIEGO RANDI. Contrabaixista. Já falei dele aqui porque faz parte da banda Fita Crepe, juntamente com meu filho Zûk Chagas. Dá gosto acompanhar o progresso musical deste quase garoto que embarca em todas as barcas possíveis, desde o mais popular sertanejo universitário até o mais refinado jazz com seriedade e dedicação.

FERNANDO RAST, o “Fio do Veio” Zé Rasteiro Filho que optou pela música profissional e, segundo a lenda, já arrancou elogios até do mago Hermeto Paschoal. Acompanho seus passos desde as bandas de happy hour da década de 80. Monstrinho da bateria e percussão, esse Geléia (apelido carinhoso desde aquela época) !

GIL REIS. Tecladista (diria multiinstrumentista, toca bem um punhado deles). Sangue de músico na veia. Filho do Ito, cantor-guitarrista e meu amigo-irmão desde os primórdios (Banda Batman, Les Aventuriers, Os milionários…) e da Lu, grande vocalista de inúmeras bandas de baile dos bons tempos , hoje administradores da banda Circuito Brasil. Tem também o irmão Rafa, uma das grandes revelações como cantor dos últimos anos.

BETO SÀPIO. Saxofonista e trompetista. Raízes na Banda Gênese, música por todos os poros. Também situado entre os grandes instrumentistas revelados nas últimas décadas por aqui, hoje com larga experiência ao lado de grandes figuras do cenário, muitas gravações, e dos mais requisitados para os mais diversos e variados eventos.

VINÍCIUS MANIZA. Outro dos diamantes da música francana. Aplicação e afinco, fazem dele outro respeitadíssimo profissional, quer seja cantando, quer seja executando sua guitarra com maestria. Talento e simplicidade de causar inveja.

Muito bem. Vi e ouvi essas figuras dando uma verdadeira aula de música ao vivo.

Ao pé da letra : quem sabe faz ao vivo !

Aplausos pra eles.

BENY CHAGAS MUSIC SHOW e BENY CHAGAS Mr. FLASHBACK

Passando por “reformas estruturais”.

Retornaremos na primeira semana do mês de outubro com novos formatos, novas vinhetas e repertório muito mais amplo. Suas sugestões estão sendo recebidas e incluídas nos roteiros de programação.

Não abrimos mão de sua companhia. 

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.