Muitas pessoas têm receio até de sair de casa nesta data, com medo de que algo de ruim aconteça
Hoje é sexta-feira, dia 13. E como sempre que essa coincidência de datas acontece, muitos supersticiosos já acordam com uma aura diferente, com o pé atrás e um certo receio até de sair de casa. É consenso popular que esse dia é considerado como azar. Mas você sabe o porquê?
A mística se dá devido à junção do número e do dia da semana.
O 13 é conhecido como o algarismo do infortúnio por vários motivos. Um deles é por ser subsequente ao 12, que é visto com um número completo, por identificar a quantidade de meses do ano, o número de apóstolos de Jesus e as 12 constelações do zodíaco, por exemplo.
O número também é relacionado à má sorte devido a uma lenda nórdica que afirma que houve, no Valhalla – a morada celestial das divindades -, uma desgraça em um jantar com 13 pessoas. Apenas 12 convidados estavam presentes no evento, mas com a chegada de Loki, espírito do mal e da discórdia, que não havia sido convidado, uma briga aconteceu e culminou na morte Balder, o favorito dos deuses.
Outra lenda envolvendo a data explica que a deusa do amor e da beleza Friga, cujo nome deu origem às palavras friadagr e friday, “sexta-feira”, foi transformada em bruxa pelo cristianismo e ficou isolada. Para se vingar, ela passou a reunir-se, todas as sextas-feiras, com outras 11 feiticeiras, mais o próprio Satanás, em um total de 13 participantes, para rogar pragas sobre a humanidade.
A sexta-feira, por sua vez, é cercada pela mística como algo negativo, já que foi o dia da semana em que Jesus foi crucificado, o dia em que Eva teria oferecido a maça para Adão e também o dia em que aconteceu o grande dilúvio.
Quando os dois fatos se unem, em uma fatídica sexta-feira 13, é que a superstição realmente vem à tona.
Ver gato preto, passar debaixo de escada, ou quebrar um espelho nessa data são motivos de desespero para muitas pessoas que levam a crença a sério.
O cantor Roberto Carlos é uma delas. O pavor do músico em relação ao dia é tão grande, que ele simplesmente não sai de casa para não se arriscar.
Gabriela Costa e Silva, 25 anos, também nutria um enorme preconceito contra a data, principalmente em relação a gatos pretos, que ela acreditava ser um sinal de mau agouro.
“Não me sentia bem quando via um gato preto, principalmente em uma sexta-feira, 13. Eu achava que podia signficar que alguma coisa ruim iria acontecer comigo”, explicou.
Entretanto, hoje a estudante não possui mais essa resistência e percebeu que se tratava de uma ignorância contra os animais. Para afastar o preconceito de vez, ela até adotou uma gatinha preta.
“As pessoas têm que perceber que é apenas um animal, como todo os outros. É um ser que precisa ser respeitado e tratado com carinho. A cor do pelo dele ou a data não influenciam em nada”, ponderou.
Entretanto, Gabriela continua sem passar debaixo de escadas nessa data. “Não sei se pode acontecer alguma coisa ruim, mas acho melhor não arriscar. Afinal, não custa nada desviar do objeto”, disse.
O medo da sexta-feira 13 é algo real e que possui inclusive um nome científico: Parascavedecatriafobia.
Um estudo do Instituto da Fobia de Ashville, na Carolina do Norte, Estados Unidos, estima que entre 17 e 21 milhões de norte-americanos tenham essa doença.
E você? Sofre desse mal ou vê a data como apenas mais uma sexta-feira?