Número de empregos diretos e indiretos dobrou, subindo de 2,5 para 5 mil no município
O setor de móveis tem nadado contra a maré em Passos (MG). Mesmo com a crise, as vendas cresceram 10% no município e o número de empregos diretos e indiretos subiu de 2,5 mil para 5 mil. Na cidade, o segmento só perde para os setores de confecção e agropecuária.
A cada hora, um caminhão de móveis é produzido e enviado para o Brasil ou para o exterior, fazendo girar cerca de R$ 15 milhões por mês em Passos.
A história do marceneiro Otávio José de Lima é bem parecida com a de outros fabricantes de móveis. Aos 22 anos, ele investiu na profissão e decidiu abrir seu próprio negócio.
“Eu trabalhava em uma empresa de móveis rústicos também, no mesmo setor, e trabalhei sete anos nessa empresa. Com o passar do tempo, eu fui guardando economias, até que um dia meu pai me chamou para montar uma sociedade. Nós montamos e trabalhamos quase um ano juntos, mas ele resolveu ir para fora, vender móveis. Eu peguei e montei a marcenaria para mim sozinho”, conta.
A matéria prima responsável pelo sucesso não é uma novidade. A madeira velhinha, usada, ganha cara nova nas mãos dos marceneiros. São as chamadas madeiras de demolição. Produto ecologicamente correto, barato, e que vem conquistando muita gente.
“Existem linhas modernas, agregando material, vidro, a própria ferragem, ladrilhos, pisos hidráulicos. Então o produto ganhou qualidade e os fabricantes passaram a fabricar novos produtos. Então as fábricas estão levando produtos para o Brasil, para o exterior, cenários de novelas. Então todo tipo de ambiente da casa hoje comporta o móvel rústico com madeira de demolição”, diz Marcelo Coimbra, que é dono de uma fábrica na cidade.