PSDB pede apuração sobre tucanos que traíram Doria na eleição de SP

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 24 de novembro de 2018 às 00:58
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 19:11
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Alberto Goldman e Paulo Barbosa, prefeito de Santos, são principais acusados

​O PSDB de São Paulo pediu nesta quarta-feira ao presidente nacional do partido,Geraldo Alckmin , que apure um caso de traição ao governador eleitoJoão Doria durante a eleição estadual. O alvo do pedido é o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa. Ele manifestou apoio público ao adversário de Doria, Márcio França (PSB), no segundo turno da disputa.

A solicitação para abertura de uma investigação contra Barbosa foi enviada pelo presidente estadual do PSDB em São Paulo, Pedro Tobias. A acusação é de infidelidade partidária. 
O caso foi enviado a Brasília porque o prefeito de Santos é membro do diretório nacional e, sendo assim, somente pode ser investigado na instância máxima da sigla. Barbosa informou que não vai comentar o assunto.

O prefeito não é o único caso de traição a Doria que chegou após a eleição na direção nacional do PSDB.

Na região de Franca, dois tucanos que trabalharam abertamente para Márcio França, foram os prefeitos de Patrocínio Paulista, José Mauro Barcelos e Dirceu Polo Filho. 

Na semana passada, o diretório municipal da capital paulista remeteu ao partido em Brasília o caso da expulsão do ex-governador Alberto Goldman . 

Ele foi expulso pela direção municipal do PSDB em outubro acusado de fazer campanha para Paulo Skaf (MDB) no primeiro turno da eleição para o governo de São Paulo, mas a medida foi desautorizada pela instância nacional do PSDB , já que Goldman também é integrante da direção nacional da sigla.

– Nossa executiva municipal expulsou o Goldman sumariamente. A Executiva Nacional nos desautorizou por tratar de dirigente nacional. Apenas a Executiva Nacional poderia julgá-lo. Então, apresentei o pedido à Executiva Nacional agora no dia 14 – afirmou o presidente municipal do PSDB em São Paulo, João Jorge.

Na época da expulsão, Goldman, que já foi presidente nacional do PSDB, ironizou a medida.


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