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Próximos grupos de vacinação contra Covid têm mais gente que os já imunizados

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 4 de março de 2021 às 20:00
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A quantidade de pessoas das próximas faixas etárias prioritárias é consideravelmente maior do que a população idosa já vacinada

Imagens de filas de carros e de pessoas à espera da vacina contra a Covid-19 se tornaram comuns nas etapas mais recentes da campanha.

Mas, com o avanço da oferta para pessoas cada vez mais jovens, o público que terá direito ao imunizante vai aumentar consideravelmente e o processo se tornará ainda mais complexo – e provavelmente lento.

De acordo com projeções populacionais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o maior salto percentual entre faixas etárias já ocorreu na etapa atual da vacinação em São Paulo, com a expansão para as pessoas entre 80 e 84 anos, grupo com 79% a mais de pessoas do que na faixa de 85 a 89.

Os dados apresentados pelo governo paulista não são muito distantes da projeção do IBGE. Segundo eles, porém, o aumento no número de pessoas vai para 82%. As informações são do repórter Phillippe Watanabe, da Folhapress.

A quantidade de pessoas das próximas faixas etárias prioritárias é consideravelmente maior do que a população idosa já vacinada. Há, por exemplo, mais idosos paulistas de 70 a 74 – mais de 1,3 milhão – do que todas as faixas etárias vacinadas até o momento, inclusive a de 80 a 84, em curso – mais de 1,1 milhão, segundo projeções do IBGE para 2021.

Ainda não há uma data para o início da vacinação na população de 70 a 74. Começou na quarta-feira (3) a imunização de idosos de 77 a 79 anos.

As faixas etárias anteriores são ainda maiores. A casa dos 60 aos 69 anos tem mais de 4,1 milhões de pessoas no estado de São Paulo. Na dos 50, são mais de 5,6 milhões.

A maior quantidade de pessoas está na faixa de 35 a 39 anos -são mais de 3,8 milhões de paulistas, segundo o IBGE.

Hoje há três vacinas contra a Covid-19 aprovadas no Brasil, duas delas já disponíveis: a Coronavac (do Instituto Butantan e da Sinovac) e a Covishield (da AstraZeneca e da Universidade de Oxford).

Ambas receberam aval para uso emergencial e só podem ser aplicadas num grupo menor, de maior risco, como idosos, trabalhadores de saúde, cuidadores, pessoas com doenças crônicas e população indígena e quilombolas.


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