Presença de animais de estimação muda para melhor a rotina em residenciais de idosos

  • Nene Sanches
  • Publicado em 7 de março de 2026 às 20:00
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Para moradores, animais são fonte de afeto e companhia, ajudando na adaptação ao ambiente e reduzindo o impacto emocional da mudança

O envelhecimento da população brasileira tem levado instituições de longa permanência a rever práticas tradicionais de cuidado.

Entre as mudanças que começam a ganhar espaço está a possibilidade de idosos levarem seus animais de estimação ao se mudarem para residenciais assistidos, algo que, até pouco tempo atrás, era incomum nesse tipo de ambiente.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a população com 80 anos ou mais é a que mais cresce no país.

Acolhimento

Esse avanço tem ampliado o debate sobre o modelo de acolhimento oferecido aos idosos, que por décadas foi baseado principalmente em rotinas padronizadas e foco na segurança.

Nesse contexto, a presença de animais de estimação passou a ser discutida como parte das adaptações necessárias a uma geração que chega à velhice com hábitos e vínculos já consolidados.

Para muitos idosos, os pets representam companhia constante e fazem parte da organização do dia a dia, o que pode tornar a separação ainda mais difícil no momento da mudança para uma instituição.

“A institucionalização não pode significar ruptura automática com tudo que faz parte da identidade do idoso. O desafio é estruturar o cuidado com responsabilidade técnica e, ao mesmo tempo, preservar vínculos que são centrais para aquela pessoa”, afirma a Dra. Nívea Bordin Chacur, CEO do Residencial Club Leger, em São Paulo.

Regras específicas

A presença de animais em espaços coletivos, no entanto, exige regras específicas. Questões sanitárias, comportamento e convivência entre moradores estão entre os pontos considerados antes de autorizar a permanência dos pets.

“Há protocolos, regras de convivência e critérios sanitários. Não se trata de flexibilização indiscriminada, mas de adaptação consciente a uma realidade demográfica que mudou”, explica.

Qualidade de vida

A discussão sobre residenciais que aceitam animais acompanha uma mudança mais ampla na forma de encarar o envelhecimento.

Segundo o Canal do Pet, especialistas apontam que, além dos cuidados de saúde, cresce a preocupação em manter aspectos da rotina e da história de vida dos moradores.

Nesse cenário, iniciativas que permitem a permanência de animais de estimação refletem uma tentativa de conciliar assistência e qualidade de vida em instituições voltadas à população idosa.


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