Vestuário de média renda e players de comércio eletrônico devem se beneficiar, pois a medida trará alívio para o cenário competitivo
A Câmara dos Deputados aprovou a taxação das compras abaixo dos US$ 50, no que ficou popularmente conhecido como ‘taxação das blusinhas’.
A alíquota prevê 20% de imposto de importação, enquanto aquelas acima de US$ 50 devem continuar sujeitas a alíquota de 60% do imposto.
Em relatório da XP, a corretora lembra que os 20% irão se somar à alíquota de 17% do ICMS já cobrada sobre compras em plataformas submetidas ao Remessa Conforme, levando o preço final ao consumidor a subir 45%, assumindo que não sejam cobrados custos de frete.
Nesse cenário, de vestuário de média renda, como C&A, Guararapes e Lojas Renner e players de comércio eletrônico Casas Bahia e Magazine Luiza, devem se beneficiar, pois a medida trará alívio para o cenário competitivo ante AliExpress, Shein e Shopee.
Segundo o portal Money Times, o novo imposto ainda não é suficiente para fechar a lacuna em relação aos players locais, já que o IDV (Instituto de Desenvolvimento do Varejo) defendeu um imposto de importação de 60%, observando que os players locais estão sujeitos a uma carga tributária entre 70-110%.
“Além disso, a Temu deve ser lançada no Brasil em breve, com seu poder de investimento sendo um fator competitivo adicional”, recordam.