Política vs futebol? Pais e atletas da base da Francana temem “racha” no clube

  • F. A. Barbosa
  • Publicado em 15 de novembro de 2025 às 15:00
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Atletas e pais temem conflito: vereador Fransergio Garcia e atual presidente, Rafael Diniz, disputam comando do clube

A Associação Atlética Francana vive um momento de forte tensão interna praticamente às vésperas do processo eleitoral que definirá a presidência do clube em 2025. A disputa, que ainda não foi oficializada, já provoca divisões entre dirigentes, conselheiros, pais de atletas e integrantes das categorias de base, justamente em um período em que o time se prepara para montar o elenco da próxima temporada.

O atual presidente, Rafael Diniz, tem sinalizado que poderá disputar a reeleição. À frente da administração nos últimos anos, ele conduz a formação da equipe que representará a Veterana em 2026 e mantém o clube ativo nas competições de base, em todas as categorias, e no profissional. E tem no currículo o acesso da Série A-4 para a Série A-3. Mesmo assim, parte dos torcedores e familiares de atletas afirma que sua gestão apresenta sinais de desgaste, embora reconheça sua dedicação cotidiana ao clube.

Do outro lado da disputa, o presidente do Conselho Deliberativo, Anderson Silva, articula apoio ao atual vice-presidente, o vereador Fransérgio Garcia. O movimento, porém, divide opiniões. Pais ouvidos pelo Jornal da Franca manifestaram receio de que o envolvimento político possa comprometer o projeto esportivo. Para muitos, a eventual candidatura de Garcia seria vista como uma plataforma para ampliar sua visibilidade pública. “Nenhum dos dois vem totalmente de encontro ao que queremos. Talvez o próprio Anderson, mas sem parceria com políticos”, afirmou um dos pais.

A situação se agravou após o primeiro atrito direto entre Diniz e Garcia: o rompimento das negociações de uma parceria esportiva proposta pelo vereador. Diniz descartou o acordo antes mesmo de avançar nas conversas, afirmando que a proposta “não traria nada de novo para a Francana” e não atenderia aos interesses do clube. Foi uma declaração de guerra, dizem nos bastidores.

Enquanto a disputa cresce nos bastidores, pais e atletas temem pelos impactos no desenvolvimento das categorias de base e na continuidade dos projetos do clube. A percepção é de que a instabilidade pode afetar o planejamento da equipe para 2026 e dispersar recursos e esforços em meio ao ano mais importante da retomada da Veterana.

As eleições estão previstas para o primeiro semestre do próximo ano, e a expectativa é de que, até lá, novas articulações, alianças e divergências venham à tona, mantendo o clima de indefinição no clube.


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