Polêmica e ainda sem acordo, terceirização de R$ 5,5 milhões da limpeza será votada 

  • Marcia Souza
  • Publicado em 14 de maio de 2022 às 06:30
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O projeto de lei que prevê o investimento de R$ 3,2 milhões para este ano e de R$ 5,5 milhões para o ano que vem

O projeto de lei que prevê o investimento de R$ 3,2 milhões para este ano e de R$ 5,5 milhões para o ano que vem

A Câmara dos vereadores votará, na próxima terça, projeto do prefeito Alexandre Ferreira que prevê recursos para terceirizar a limpeza nas unidades de saúde de Franca. O projeto seria votado na semana passada, mas acabou adiado pelos vereadores.

A solicitação de adiamento do projeto partiu do vereador Della Motta e não houve sinalização de defesa por parte da base de apoio de Alexandre, que não conta com líder no Poder Legislativo.

Para ele, o projeto deveria ser melhor discutido com os servidores da área de serviços de limpeza, que vão perder suas horas extras e adicional noturno com a terceirização. Como houve a sinalização de que o prefeito atenderia os servidores, foi pedido o adiamento.

Contudo, ao que parece, o prefeito não atendeu os servidores e seus representantes legais, mas delegou a tarefa à secretária de Recursos Humanos.

O projeto de lei que prevê o investimento de R$ 3,2 milhões para este ano e de R$ 5,5 milhões para o ano que vem para a contratação de empresa privada de limpeza.

Ocorre que, além do vultoso investimento, a contratação de terceirizados vai tirar as horas extras dos servidores públicos que atuam na área de serviços gerais.

Servidores reclamam

Os servidores inclusive estiveram na Câmara pela manhã solicitando que os vereadores se posicionem a favor da causa deles. Seriam 57 servidores prejudicados com a medida do prefeito.

“Ninguém fala nada, não explicam nada. Se for pra tirar os servidores das UPAs, que remanejem para os PSs, é só isso que queremos. Somos o salário mais baixo da prefeitura e precisamos ter outro serviço”, disse uma servidora, que se identificou como Márcia, na Câmara de Franca.

Quem também se posicionou foi o servidor Pedro Barbosa. Para ele, a terceirização será prejudicial aos auxiliares de serviços gerais concursados.

“Estão querendo mudar uma rotina que já dura uma década na vida dos servidores. Seremos prejudicados no adicional dos PSs, na insalubridade, adicional noturno, além da mudança de horários”, disse Barbosa.

Leia mais sobre o assunto e o protesto dos servidores:

https://franca.sp.leg.br/pt-br/noticias/2022/05/terceirizacao-de-servicos-de-limpeza-na-saude-retorna-a-pauta-para-votacao-na


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