Estas raças conhecidas pelo porte compacto e pela personalidade forte estão em alta no Brasil; entenda mais sobre cada uma
Pequenos, enérgicos e donos de um carisma único, o pinscher e o dachshund – popularmente conhecido como “cachorro salsicha” – figuram entre as raças mais buscadas por tutores no Brasil.
Segundo dados da Conversion, as pesquisas mensais na internet apontam que o pinscher lidera com 210 mil buscas, enquanto o dachshund soma 57 mil pesquisas pelo nome oficial e outras 42 mil pelo apelido.
As estatísticas revelam não apenas o interesse por estas raças, mas também a presença marcante que os cães ocupam nos lares brasileiros e nos corações dos tutores.
O pinscher, embora compacto, é notável por sua personalidade expansiva. Com cerca de 30 centímetros e pesando em média 6 kg, o cãozinho de origem alemã tem como característica principal o temperamento vigilante.
Instinto de proteção
Além disso, é um animal territorialista, ousado e extremamente apegado à família. Desde seus primeiros registros, era utilizado como caçador de roedores, e até hoje conserva o instinto de proteção.
Assim, seus olhos escuros permanecem atentos ao menor sinal de ameaça, o que o torna um excelente cão de guarda, mesmo em espaços reduzidos como apartamentos. Apesar disso, o pinscher também precisa de áreas em que possa correr e gastar energia.
Outro traço marcante da raça é a inteligência, o que o torna relativamente fácil de treinar, apesar de sua teimosia ocasional. Em contrapartida, não costuma se dar bem com outros cães e é seletivo com crianças e gatos.
O dachshund, também de origem alemã, foi desenvolvido para a caça, atividade que explica seu corpo alongado e suas patas curtas. Esta anatomia facilitava a entrada em tocas e buracos, em busca de presas como texugos, dando origem ao nome da raça: “dachs” (texugo) e “hund” (cão).
Corpo alongado
Com até 9 kg, distribuídos em cerca de 35 cm de comprimento, o pet mantém até hoje o comportamento curioso e o olfato aguçado. É um animal que adora explorar e farejar, mas que também necessita de atividades físicas regulares para evitar o sobrepeso.
Ademais, pode apresentar maior sensibilidade à solidão, exigindo maior tempo de convivência com os tutores.
Apesar de ser sociável com a família, tende a ser reservado com estranhos e não é o cão mais indicado para conviver com crianças pequenas ou outros animais sem socialização prévia. Além disso, também possui um latido forte e costuma alertar seus tutores com frequência. De modo geral, é brincalhão e leal, mas pode ser um pouco teimoso.
No geral, a expectativa de vida de ambas as raças gira em torno dos 15 anos. Porém este tempo pode variar, conforme os cuidados oferecidos. É neste ponto que entra a atuação de profissionais que cursaram a faculdade de veterinária.
Cuidado com a coluna
Afinal, os especialistas são essenciais para orientar os tutores sobre alimentação adequada, atividades físicas, vacinação, controle parasitário e prevenção de doenças comuns a cada raça.
No caso do dachshund, por exemplo, há atenção especial à coluna, devido ao corpo comprido, e ao sobrepeso. Já o pinscher, por ser muito agitado, precisa de atenção para não se ferir ou se estressar com facilidade.
Ou seja, ambas as raças são opções populares para quem busca companhia leal em espaços compactos, mas exigem atenção a cuidados específicos e ao seu comportamento característico.
Acompanhamento veterinário regular, socialização e atividades diárias são fundamentais para garantir o bem-estar dos pets, que, apesar do porte compacto, têm personalidades grandes o suficiente para conquistar qualquer casa.