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Pets também podem ter glaucoma e catarata: Entenda como prevenir

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  • Publicado em 30 de junho de 2020 às 18:20
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 20:55
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Segundo especialistas, enfermidades ocorrem com a mesma gravidade em animais de estimação

De
acordo com a Organização Mundial da Saúde, o glaucoma é a segunda causa mais
comum de cegueira no mundo. 

Uma estimativa aponta que neste ano mais de 11
milhões de pessoas podem ficar cegas. 

O problema não se restringe aos humanos, já que essas enfermidades ocorrem com a
mesma gravidade em animais de estimação.

Para
o médico-veterinário Eduardo Pacheco, membro da Comissão Técnica de Clínicos de
Pequenos Animais do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São
Paulo (CRMV-SP), todos os animais podem ter doenças oculares. 

As de origem
genética são mais frequentes naqueles cuja criação não é controlada, como nos
cães de raça pura de criadores irregulares, mais uma importância do cuidado
necessário ao se escolher um canil ou gatil.

Shih-tzu,
Pug, Lhasa Apso, Boxer, Bulldog e Boston Terrier são algumas das raças caninas
que fazem parte do grupo com os maiores riscos de ter problemas oculares. 

Já em
felinos, raças como persa ou exótico destacam uma propensão maior a ter tais
complicações ao longo da vida, incluindo catarata, glaucoma, conjuntivite,
úlcera de córnea, ceratoconjuntivite seca e doença das pálpebras. 

“Vale também
lembrar que todos os animais, inclusive os sem raça definida (SRDs) podem
desenvolver alguma lesão oftalmológica, por isso a importância de estar sempre
atento”, indica Pacheco.

E
como identificar esses problemas nos pets? Pacheco explica que para saber se há
alguma alteração oftalmológica deve-se observar as seguintes situações:
aparecimento de secreções, desconforto nos olhos, alteração na coloração dos
olhos, mudança no comportamento do animal, que passa a raspar a face nos
objetos ou coçar com a própria pata, por exemplo. 

“Há alterações que não são
visíveis para o tutor, por isso, é sempre indicado ir a uma consulta com
médico-veterinário oftalmologista pelo menos uma vez ao ano”, orienta.

O
médico-veterinário Marcio Motta, da Comissão de Entidades Regionais
Veterinárias do CRMV-SP, enfatiza a importância dos tutores estarem atentos ao
comportamento dos pets.

“Normalmente os animais apresentam pequenas alterações
no comportamento que para o tutor atento podem chamar a atenção, como piscadas
e/ou lacrimejamento excessivo, dificuldade em abrir os olhos, pupilas
alteradas, presença de secreção excessiva, que pode ser líquida, com pus ou
esbranquiçadas, e episódios de cegueira que podem ser prolongados ou
momentâneos”, detalha.

Além
disso, continua Motta, podem ocorrer incômodos em ambientes com muita
claridade.

“Podem ocorrer algumas alterações nos pets como apatia, falta de apetite,
começar a esbarrar em coisas, como cadeiras, sofás, e também a apresentação de
certa irritabilidade”, completa.

Tratamentos e prevenção

De
acordo com Pacheco, os tratamento podem variar de colírios e medicamentos via
oral até uma cirurgia, dependendo do caso.

“O controle ou extinção da doença
vai depender muito do tipo de enfermidade, da precocidade do diagnóstico, da
introdução do tratamento mais adequado o mais rapidamente possível e da adesão
do tutor ao processo – se ele não fizer conforme orientado, não funcionará”,
alerta Pacheco.


Marcio Motta ressalta que um diagnóstico preciso é de suma importância para
seguir o tratamento, pois um problema oftalmológico pode não ter a causa base
diretamente nos olhos, mas ser proveniente de uma doença infecciosa, de uma
doença autoimune, dentre outras.

“Os
tratamentos oftalmológicos hoje em dia são muito efetivos, costumam ter um
excelente prognóstico. Claro que em certos casos não é possível uma
recuperação. Mas, por exemplo, é possível recuperar um animal de catarata com
uma cirurgia. No geral o problema é corrigido, salvo em casos mais graves ou de
trauma muito extenso”, comemora.

Para
diminuir a incidência das doenças geneticamente transmissíveis, os animais com
essas enfermidades devem ser retirados da reprodução pelos criadores.

Como
outras formas de prevenção, é indicado manter uma limpeza diária da região
periocular e manter sempre uma tosa higiênica da região. 

E o mais importante,
visitas regulares ao médico-veterinário, que ao menor sinal de alteração pedirá
exames ou encaminhará a um especialista para seguir com diagnóstico e
tratamento.


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