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Órgão Federal diz: transporte coletivo urbano está superado e precisa ser repensado

Modelo adotado em Franca, por exemplo, é inteiramente custeado pelos passageiros que se utilizam do transporte coletivo

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Órgão Federal diz: transporte coletivo urbano está superado e precisa ser repensado
Hoje, o modelo econômico adotado por grande parte das prefeituras joga todos os custos para a tarifa cobrada dos passageiros.

A drástica redução no número de usuários de transporte público no Brasil torna necessária e irreversível a discussão de subsídios diretos ao setor.

A afirmação está em um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do Governo Federal, divulgado pelo Estadão/Broadcast e reproduzido por outros portais, como o Terra.

Hoje, o modelo econômico adotado por grande parte das prefeituras joga todos os custos para a tarifa cobrada dos passageiros.

Ou seja: o passageiro paga a passagem, a empresa recebe e a Prefeitura apenas administra o sistema.

Rumo ao colapso

Tal fato tende a afastar ainda mais os usuários e criar uma bola de neve rumo ao colapso. O risco é comprometer cada vez mais a qualidade dos serviços prestados à população.

No momento em que municípios, Estados e a própria União enfrentam dificuldades financeiras, a discussão de subsídios é delicada.

Um dos autores do estudo, o pesquisador Rafael Pereira, que é especialista em mobilidade urbana, reconhece que muitas vezes o debate em torno do tema é polarizado entre quem torce o nariz para a concessão de incentivos financeiros e quem defende tarifa zero.

Quem defende a tarifa zero é ainda mais radical: defende os custos integralmente bancados pelo poder público.

Ideal é o meio-termo

A solução, porém, fica mais próxima do meio-termo, já que as Prefeituras não têm como suportar esse custo.

“O grande debate não é se tem que ter subsídio ou não, mas qual o nível de subsídio que tem que ser dado”, diz o pesquisador Rafael Pereira.

Rafael acrescenta: “É 10%, 20%, 30%? Esse é o debate, e é um debate político, não técnico”, afirma.

A encruzilhada para o setor de transporte público não chegou da noite para o dia. Nos últimos 25 anos, assistiu-se a uma redução contínua no número médio de passageiros por dia, embora os custos tenham subido em ritmo até maior do que a inflação.

Caiu quase a metade

Segundo os dados coletados pelo Ipea, a média diária de usuários de ônibus era de 631 mil em outubro de 1995 e caiu a 343 mil em outubro de 2019.

O número considera nove capitais: Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Por trás dessa queda está o aumento do poder de compra das famílias, na esteira dos ganhos reais de renda e da maior inserção de profissionais no mercado de trabalho.

Com mais dinheiro no bolso, os brasileiros puderam trocar o transporte público pelo individual, adquirindo carros e motos.

Dilapidou a base

Entre 2001 e 2020, o aumento na frota desses veículos foi de 331%, segundo o Ipea. Subsídios e contenção de preços como o da gasolina também contribuíram para esse resultado.

Horóscopo

Lua crescente em Sagitário · Sol em Libra

Áries 21/3 a 19/4

Sua energia de fogo ganha um belo impulso com a Lua em Sagitário. No trabalho, inicie aquele projeto que estava parado. Nas relações, aposte na sinceridade com leveza e evite discussões por detalhes banais.

Touro 20/4 a 20/5

Momento excelente para organizar suas finanças rotineiras e buscar mais conforto prático. No amor, valorize os momentos de silêncio e aconchego. A diplomacia libra equilibra suas parcerias profissionais.

Gêmeos 21/5 a 20/6

A troca de ideias flui com facilidade e traz ótimas soluções para a rotina. Nas relações afetivas, escute com atenção antes de emitir opiniões. No trabalho, a comunicação clara evita mal-entendidos.

Câncer 21/6 a 22/7

Cumpra suas tarefas diárias com calma e respeite o seu ritmo biológico. Nas relações familiares, um gesto simples de carinho renova os laços. No ambiente profissional, mantenha o foco nas prioridades.

Leão 23/7 a 22/8

Sua criatividade está em alta e contagia o ambiente de trabalho. No amor, demonstre afeto de forma espontânea e generosa. Aproveite a energia do dia para organizar melhor sua agenda pessoal.

Virgem 23/8 a 22/9

O foco na organização traz paz para a sua rotina doméstica. Nas relações, seja paciente com o ritmo dos outros. No trabalho, uma nova abordagem prática facilitará suas tarefas cotidianas.

Libra 23/9 a 22/10

Com o Sol em seu signo, sua simpatia abre portas importantes. Nas parcerias, equilibre suas necessidades com as do outro. No trabalho, tome decisões com base na harmonia e na justiça.

Escorpião 23/10 a 21/11

Reflita sobre seus sentimentos mais profundos sem pressa para definições. No trabalho, confie na sua intuição para resolver pendências antigas. Nas relações, compartilhe suas expectativas com clareza.

Sagitário 22/11 a 21/12

A Lua em seu signo traz entusiasmo renovado para encarar os desafios do dia. No trabalho, o otimismo atrai bons resultados. Nas relações, planeje algo divertido para espairecer a mente.

Capricórnio 22/12 a 19/1

Mantenha o foco em suas metas de longo prazo, mas cuide da rotina imediata. No amor, pequenas atitudes diárias fortalecem o vínculo. No trabalho, sua dedicação será notada e valorizada.

Aquário 20/1 a 18/2

Novas ideias surgem em conversas descontraídas com colegas. No campo afetivo, valorize a liberdade e o diálogo aberto. Organize seus compromissos para evitar sobrecarga no fim do dia.

Peixes 19/2 a 20/3

Conecte-se com sua sensibilidade para guiar suas escolhas profissionais. Nas relações, ofereça um ombro amigo a quem precisa. Na rotina, reserve um tempo para descansar e recarregar suas energias.

A migração dos brasileiros do transporte público para o individual dilapidou a base de usuários sobre a qual os custos da operação são divididos, o que por si só a tarifa mais cara.

O aumento para compensar a perda de passageiros acaba afastando ainda mais os usuários, criando um círculo vicioso rumo à insustentabilidade financeira.

A pandemia “joga querosene e acende o fósforo” ao reduzir ainda mais o número de usuários sem que houvesse queda nos custos, afirma Pereira.

Copiar bons exemplos

O pesquisador do Ipea diz que a rediscussão do modelo brasileiro iria na mesma direção das políticas já adotadas em outros países.

Indicadores Agro
Boi gordo arroba · Franca
R$ 376,00 3,0% 14/10/2026
Café arábica saca 60kg · Franca
R$ 1.600,00 3,0% 14/10/2026
Laranja pêra cx 40,8kg · Franca
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Milho saca 60kg · Franca
R$ 57,94 0,0% 14/10/2026
Soja saca 60kg · Franca
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Algodão pluma 15kg · São Paulo/SP
R$ 139,00 3,5% 05/10/2026
Atualizado 14/10 18h00 · Agrolink · Franca/SP (dia)

“O Brasil está na contramão do que é feito em cidades dos Estados Unidos, da Europa, da Ásia. Nas grandes cidades de praticamente todos os países desses lugares, o transporte público tem um subsídio direto”, diz.

Em Praga, o subsídio chega a corresponder a 74% da tarifa. Em Paris, o porcentual é menor, de 20%.

“Acho essencial e inevitável que a gente rediscuta no Brasil a quantidade de subsídio que é dada para o transporte público. Hoje a gente subsidia muito pouco”, afirma Pereira, para quem a redução no número de usuários é uma tendência irreversível.

Única opção

Ele lembra, porém, que ainda há uma parcela da população que tem no transporte público sua única opção de deslocamento e, portanto, merece uma prestação de serviço adequada.

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A concessão de subsídios, porém, precisa ser acompanhada por uma rediscussão de todo o desenho de regulação e licitação, avalia o pesquisador.

Segundo ele, é essencial prever contratos mais curtos, fazer licitações diferentes para a operação de veículos e das garagens e permitir uso de veículos menores.

Contratos duvidosos

Também é importante evitar a reprodução de contratos duvidosos, com favorecimento a famílias que dominam o setor há décadas, como ocorre em alguns municípios. Tudo isso para que a concessão do subsídio seja eficiente e transparente.

Nas últimas semanas, a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) tem se articulado para pedir ao governo federal um socorro para as empresas de transporte público nos municípios.

Em 20 de julho, representantes do setor estiveram com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e defenderam um aporte de R$ 5 bilhões. A entidade também buscou apoio junto a outros ministros, mas ainda não houve definição.

Investimentos

A migração dos usuários do transporte público para o individual também tem repercussões ambientais e sobre o bem-estar da população em geral.

Com custos elevados e sem usuários em número suficiente para bancar a operação, as empresas têm menor capacidade de fazer investimentos e renovar a frota.

Ônibus mais velhos na rua apresentam maior risco de problemas, comprometendo a rotina de viagens, além de poluírem mais o meio ambiente.

Loterias
Mega-Sena Concurso 3069 11/10/2026 Acumulou Último resultado
05 19 22 44 47 57

Prêmio estimado: R$ 150.000.000,00 Próximo: 14/10/2026

Quina Concurso 7140 11/10/2026 Acumulou Último resultado
05 28 45 57 59

Prêmio estimado: R$ 34.000.000,00 Próximo: 13/10/2026

Lotofácil Concurso 3802 11/10/2026 Último resultado
02 03 05 06 09 10 11 12 14 15 19 20 21 23 24

Prêmio estimado: R$ 2.000.000,00 Próximo: 13/10/2026

Atualizado 13/10/2026 22h30

Gargalos na hora do piso

De outro lado, o maior número de carros e motos em circulação aumenta os congestionamentos e também a emissão de gases poluentes. É só ver o que acontece em Franca em pontos de gargalos nas horas de pico.

Por isso, o estudo do Ipea defende um cardápio de medidas para desencorajar a migração do transporte público para o individual ou cobrar dos usuários privados pelos transtornos causados, destinando o dinheiro para subsidiar a tarifa de ônibus.

Um exemplo de medida seria a cobrança de taxas de congestionamento, como já ocorre em Cingapura, Estocolmo e Londres.

Cobrança de congestionamento

Pereira afirma que seria possível instalar câmeras nos pontos de entrada e saída das zonas de congestionamento, e sempre que um veículo é detectado no local nos horários de pico, uma cobrança é enviada ao seu proprietário, de forma semelhante como é feito hoje nas multas por velocidade.

Notas de falecimento
  • ANTONIO GUILHERME DA SILVA Falecimento 12/10/2026
  • ANASTACIO DE ARAUJO Falecimento 12/10/2026

Ver todas →

Segundo ele, a discussão das taxas de congestionamento são quase inexistentes no Brasil porque o tema ainda é um “tabu” e extremamente impopular.

Algumas cidades, como o Rio, discutem cobrar a taxa de veículos que atuam em plataformas de transporte, mas a política pode se mostrar inadequada por focar apenas em uma parte dos usuários privados.

Outras medidas possíveis seriam a ampliação do uso comercial de espaços, como fachadas de veículos e pontos de ônibus, e integração de estações com empreendimentos imobiliários – cujos aluguéis ajudariam a sustentar a operação do transporte público.

Autor

Cláudia Canelli

Redação · Jornal da Franca

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