Especialistas alertam para os impactos sociais do hábito e a importância da atenção no diálogo
Você está conversando com alguém e, de repente, a pessoa abaixa a cabeça para conferir o celular.
A cena se tornou comum e levanta uma dúvida cada vez mais atual: olhar o celular enquanto fala com alguém é apenas um vício digital ou também uma falta de educação?
O hábito, muitas vezes automático, está relacionado ao uso excessivo de smartphones e pode ser encarado como um sinal de desconexão com o presente e com o outro.
Segundo especialistas em comportamento e psicologia, embora nem sempre seja intencional, esse comportamento pode ser interpretado como desinteresse ou descaso.
A presença física sem atenção real pode ser mais ofensiva do que uma ausência completa, afirmam psicólogalos.
Para ela, o gesto transmite a mensagem de que o conteúdo do celular é mais importante que a conversa em curso.
Do ponto de vista médico, o uso compulsivo do celular pode configurar sinais de nomofobia, a ansiedade causada pela falta de acesso ao aparelho, e comprometer relações pessoais e profissionais.
Apesar disso, o costume está tão enraizado que muitos nem percebem o quanto esse comportamento afeta a qualidade das interações humanas.
Para evitar constrangimentos, especialistas recomendam autoconsciência e regras simples, como manter o aparelho no modo silencioso durante conversas importantes ou reuniões, e dar atenção total à pessoa à sua frente.
Em tempos de hiperconectividade, saber desconectar-se por alguns minutos pode ser um sinal de respeito, empatia e educação.
Afinal, ouvir de verdade continua sendo um dos gestos mais humanos que existem.