Magazine Luiza agora também vende publicidade e quer ser gigante de mídia

  • Robson Leite
  • Publicado em 22 de agosto de 2021 às 16:30
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Gerente de publicidade confirma que a Amazon (que também é dona do jornal Washington Post) e o Alibaba são referências para o projeto.

A oportunidade no setor é clara, e o Magalu vem se preparando há tempos para esse movimento.

Na semana passada, o Magazine Luiza lançou a versão beta do Magalu Ads. A empresa, uma das maiores compradoras de comerciais do Brasil e uma das maiores anunciantes da Globo, agora também passará a vender publicidade.

Segundo o Notícias da TV, do portal UOL, o anúncio já era esperado por muitas empresas de mídia, mas ainda assim caiu como uma bomba.

A entrada do Magalu nesse mercado deve acelerar uma redistribuição da verba publicitária no país, com mais investimentos para o digital e menos recursos para a mídia tradicional.

Agora, os anunciantes ganham a opção de acompanhar toda a jornada do consumidor, do momento em que clica em uma publicidade até a conclusão da compra no site, algo que gigantes de mídia tradicional não oferecem.

Movimento

A oportunidade no setor é clara, e o Magalu vem se preparando há tempos para esse movimento.

No início de 2020, a empresa anunciou a aquisição da In Loco Mídia, uma plataforma brasileira de mídia online. A tecnologia da empresa foi a base para o sistema que está sendo usado.

“Nesse momento, nosso foco são pequenas e médias empresas”, diz Leonardo Correa, gerente de publicidade do Magalu.

“A ferramenta também pode ser usada por quem ainda não está no Magalu, e agências de publicidade podem anunciar por meio da plataforma”, acrescenta.

344 milhões por mês

O ecossistema da empresa, que inclui sites de conteúdo recém-adquiridos pelo Magalu, como Canaltech e Jovem Nerd, além de plataformas de e-commerce como Steal the Look, têm 344 milhões de sessões por mês.

Por enquanto, o foco da venda de publicidade será no superapp, mas com o passar do tempo a tendência é que ocorram mais ações cruzadas entre as marcas da empresa à medida que mais usuários façam o opt-in e aceitem compartilhar os dados entre as plataformas.

Na China, a gigante de e-commerce Alibaba também é um dos maiores grupos de mídia do país.

Gigantes

Tem participação na plataforma Weibo, semelhante ao Twitter, e em vários veículos de notícias digitais e impressos chineses populares, como o South China Morning Post, um jornal de língua inglesa líder em Hong Kong.

Correa confirma que a Amazon (que também é dona do jornal Washington Post) e o Alibaba são referências para o projeto.

Mas diz que “cada empresa no ecossistema tem independência editorial e não vai fazer uma campanha publicitária se não se sentir confortável”.


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