A falta de respeito à uma medida de contenção à propagação do vírus é o principal caminho para as internações e eventuais mortes.
Estrada Franca a Claraval teve mais movimento de veículos que foram até a cidade mineira em busca de cerveja
Se o brasileiro é especialista em dar um jeitinho para qualquer coisa, o francano também não perde a oportunidade.
Com a decretação do lockdown pelo prefeito Alexandre Ferreira e a proibição de venda de bebida alcoólica, os francanos deram um jeitinho.
A estrada para Claraval virou uma avenida para os cervejeiros francanos.
Também a estrada que leva a Ribeirão Corrente viveu um movimento crescente.
Há relatos de que francanos buscaram as bebidas em outras cidades da região.
Muitos dos que acompanharam o assunto se indignaram, dizendo que a falta de respeito à uma medida de contenção à propagação do vírus é o principal caminho para as internações e eventuais mortes.
Segundo alguns comentários, as pessoas continuam se arriscando e, com a explosão dos casos, colocam a culpa no poder público. “Só que quem precisa respeitar, não quer obedecer”, disse um internauta.
São inúmeros os depoimentos de moradores de Franca que pegaram a estrada para comprar cerveja nos bares ou mercados de Claraval, Ribeirão Corrente e outras cidades próximas.
Os relatos falam de francanos circulando na área urbana de Claraval, em frente a bares ou mercados, abarrotando os veículos com fardos ou engradados de cervejas.
Também existem relatos de que os pesque pagues existentes às margens da rodovia que leva à cidade mineira ficaram lotados até altas horas da noite.
Embora a divisa com Minas Gerais seja o Rio Canoas, bem na entrada de Claraval, é praticamente impossível que a Patrulha Covid da Prefeitura de Franca consiga fiscalizar os estabelecimentos nessa região.