Inverno é alerta para mofo em casa e escritório; umidade piora sintoma respiratório

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 7 de julho de 2026 às 17:00
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Com janelas fechadas e menor circulação de ar, especialistas orientam a ter atenção aos sinais como odor, manchas e condensação.

A chegada dos meses mais frios muda a dinâmica dos ambientes internos. Com janelas fechadas por mais tempo, menor ventilação natural e pouca incidência solar em alguns cômodos, a umidade pode se acumular em residências, escritórios e pequenos negócios.

Essa combinação favorece o aparecimento de mofo e bolor e exige atenção redobrada com o conforto respiratório, especialmente em lares com crianças, idosos, gestantes e pessoas alérgicas.

Ambientes úmidos, mal ventilados e com presença de mofo podem intensificar sintomas como tosse persistente, congestão nasal, espirros, irritação nas vias respiratórias, falta de ar e chiado no peito.

Em pessoas mais sensíveis, a exposição frequente pode contribuir para o agravamento de quadros como rinite, sinusite, bronquite e asma, além de comprometer o sono e o bem-estar.

Predisposição

Segundo a Dra. Luize Pereira dos Santos, médica especialista em Pneumologia Pediátrica no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, a qualidade do ar em ambientes internos merece atenção durante o inverno.

“Em pessoas predispostas, o contato frequente com esporos de fungos e alérgenos presentes em ambientes úmidos pode aumentar a frequência dos sintomas e dificultar o controle clínico de doenças respiratórias”, explica.

Além dos impactos à saúde, a umidade excessiva também prejudica a conservação de móveis, roupas, documentos, livros, instrumentos musicais, equipamentos eletrônicos e estruturas internas dos imóveis.

Quando o ar permanece úmido por longos períodos, metais ficam mais sujeitos à oxidação e à corrosão. Madeira, tecidos e revestimentos também podem apresentar manchas, deformações, fissuras e odores característicos.

A importância da ventilação

O problema costuma aparecer com mais frequência em apartamentos, imóveis com pouca ventilação, áreas sem incidência solar direta e regiões que enfrentam períodos de frio mais intenso.

Armários embutidos, closets, quartos, lavanderias, despensas, escritórios e outros ambientes fechados concentram alguns dos principais sinais de alerta: cheiro de mofo, paredes manchadas, roupas com odor forte, móveis estufados, condensação em vidros e presença de bolor.

Para a Thermomatic do Brasil, fabricante brasileira de desumidificadores de ar, o controle da umidade deve começar antes que o mofo se torne visível.

Com os equipamentos da linha Desidrat, a empresa oferece soluções desenvolvidas para retirar o excesso de umidade do ar e contribuir para ambientes internos mais confortáveis, protegidos e adequados à rotina de famílias, empresas e pequenos negócios.

Espaços mais seguros

“O mofo não é apenas uma mancha na parede. Ele indica que o ambiente está com umidade acima do ideal e pode favorecer a proliferação de fungos e outros agentes que afetam o conforto e a qualidade do ar”, afirma Paulo Yanai, especialista em microclima e negócios da Thermomatic.

Segundo ele, “controlar a umidade ajuda a tornar os espaços internos mais seguros, agradáveis e preparados para o uso diário”.

Os desumidificadores de ar atuam na retirada da umidade excessiva presente no ambiente. Na prática, esses equipamentos ajudam a manter o ar em uma faixa mais equilibrada e reduzem as condições que favorecem o aparecimento de mofo, bolor e odores associados à umidade.

A atuação também contribui para preservar objetos guardados, móveis, documentos, instrumentos musicais, equipamentos eletrônicos e itens sensíveis.

Proteção familiar

A recomendação vale especialmente para famílias com crianças, idosos, pessoas alérgicas ou moradores de imóveis com histórico de pouca circulação de ar, condensação em vidros, manchas em paredes ou cheiro de umidade em armários.

Em pequenos negócios, como clínicas, escritórios, lojas, consultórios, salões de beleza, depósitos e espaços de atendimento, o controle da umidade também ajuda a proteger materiais, produtos, mobiliário e equipamentos usados no dia a dia.

Yanai reforça que a prevenção depende de uma combinação de cuidados. Manter os ambientes limpos, permitir a circulação de ar sempre que possível, observar sinais de umidade e utilizar soluções específicas de desumidificação são medidas que ajudam a proteger a casa, o patrimônio e as pessoas.

A Dra. Luize também pontua que ambientes com umidade controlada se tornam menos favoráveis à proliferação de fungos, mofo, bolor e ácaros. “Com menos umidade disponível, esses agentes encontram menos condições para se desenvolver, o que ajuda a reduzir gatilhos respiratórios e alérgicos”, explica.


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