HISTÓRIAS DA MÚSICA BRASILEIRA

  • mmargoliner
  • Publicado em 16 de janeiro de 2016 às 18:18
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BRASILEIRINHO, CHORINHO E WALDIR

A música “Brasileirinho” é um choro. Choro composto por Waldir Azevedo em 1947.

É considerado o maior sucesso da história do gênero. Foi gravada inicialmente  pelo conjunto de Waldir, depois pela “Rainha do Chorinho” Ademilde Fonseca e  mais tarde , por Baby Consuelo juntamente com os impagáveis Os Novos Baianos e por um monte de gente em todo o mundo.

E choro é tido como jazz !  Ééé ! Popularmente chamado de “chorinho” no meio da música instrumental brasileira, é um gênero  que surgiu no Rio, em meados do século XIX e pode ser considerado como a primeira música urbana tipicamente brasileira. Ao longo dos anos, veio a se transformar em um dos gêneros mais prestigiados da nossa música popular, cultuado e respeitado principalmente por seu requinte. Dizem que um espetáculo de choro nunca estará completo sem esta composição. Principalmente, no final.

Waldir Azevedo: “chorão”, mestre do cavaquinho, além de compositor, nasceu no Rio de Janeiro em 27 de janeiro de 1923 e faleceu em São Paulo em 20 de setembro de 1980.

Durante muito tempo o cavaquinho era um instrumento meramente de acompanhamento no estilo em foco, o choro. Azevedo é tido como um pioneiro ao retirá-lo dessa posição e colocá-lo em destaque como um instrumento de solo,  explorando suas potencialidades e chamando a atenção de um sem número de artistas que passaram a estudá-lo e executá-lo.

RONALDO BASTOS  : DISCO NOVO E ESTILO DIFERENTE


MPB feita pra tocar no rádio, mas sem cair na mediocridade. Romântica, sem ser brega. “Sem chegar à pobreza cultural a que querem nos fazer acreditar que chegamos.” Um disco com canções fortes, que falam a todos e conservam a essência da canção bonita brasileira.

Assim se refere Ronaldo Bastos ao seu novo lançamento musical.

Fluminense, um dos letristas mais importantes da MPB, Ronaldo assina sucessos de Milton Nascimento como “O Trem Azul”, “Fé Cega, Faca Amolada”, “Nada Será Como Antes” e “Cais” e também a super pop ”Chuva de Prata” , de Gal Costa e Roupa Nova.

No ar outra faceta do sócio-fundador do Clube da Esquina : pop romântico.

TEM  GENTE BOA DE FRANCA NA MÚSICA DO BRASIL !


“Primeiro de janeiro/ Caí na primeira estacão / Seu corpo tão cativeiro / Foi toda a minha oração…” Se não me engano era assim mesmo..! “A Bahiana” era a canção que concorria no festival (um dos muitos da década de 70 em Franca). O autor, meu companheiro de investidas na cena artística, companheiro de carnaval em São Tomás de Aquino, natural de Santo Antônio da Alegria e criado em Franca e dono de um talento e personalidade inigualáveis : DÉO LOPES.

Hoje são incontáveis outras letras e canções , LPs, Cds e vídeos registrando uma trajetória artística cheia de pedras mas , num balanço geral,  coroada de louros.

Depois de muita briga e investida, Déo pode dizer que conseguiu inscrever seu nome no rol dos sobreviventes da “pura música brasileira”. Sim, pura como a alma desse “Eterno Menino” que nunca se deixou corromper pela máquina de fazer sucesso chegando até a recusar proposta pra ocupar o lugar de Chico Buarque numa certa gravadora, após briga e rompimento de contrato do citado cobra da MPB ( o timbre de sua voz se assemelha à do Chico). Ficou na sua e foi em frente.

Fácil não foi,mas prazeroso. O saudoso  Jessé gravou um LP com o nome da música, “Eterno Menino” . Outros nomes da chamada música brasileira de raiz se associaram a ele e dividiram (e dividem) com ele grandes momentos que envolvem suas criações e seu talento.

Veio o “Trem da Viração”, grupo dedicado à pesquisa e interpretação de músicas regionais, não só tradicionais mas também autorais. Déo e o Trem da Viração são atração nos mais diversos programas de TV e projetos culturais Brasil afora. São “fregueses de carteirinha” do programa do Rolando Boldrin, na TV Cultura de São Paulo (vide foto).

Se tivesse mais espaço, escreveria infinitamente a respeito do trabalho desse cara que começou em Franca, SP, Brasil, e gravou seu nome na história da música brasileira . Minha singela e respeitosa homenagem e meu abraço ao meu amigo Déo Lopes.  

Saiba muito mais a respeito de Déo Lopes acessando seu Face Book.

(foto 1 : Eu e Déo, em fevereiro de 1971 – foto 2 : Déo e Boldrin, no Sr. Brasil)

BENY CHAGAS MUSIC SHOW

Grandes originais e primorosas releituras vocais e instrumentais. Coisas que NORMALMENTE você não ouve por aí.

Sábado às 9 e domingo às 10 da manhã na Mais Brasil FM-Franca–SP-101,3 Mhz.

Sábado às 11 e domingo ao meio-dia em www.francanoticias.com.br.

Sábado e domingo às 11 da manhã em www.radionovaip.com.br-Ribeirão Preto-SP.

Sábado e domingo às 20 horas em www.ponto1000.com.br-Ribeirão Preto-SP.

Aguarde mais endereços. Não abro mão de você.

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.