Grupo Santa Casa de Franca capta mais de 500 órgãos e tecidos para doação em 5 anos

  • Cláudia Canelli
  • Publicado em 19 de setembro de 2025 às 11:00
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O Grupo Santa Casa de Franca celebra a marca de mais de 500 captações de órgãos e tecidos realizadas entre os anos de 2021 e 2025.

Setembro Verde é a campanha que conecta esse mês à conscientização para a importância da doação de órgãos e tecidos para transplantes – e especificamente o dia 27 de setembro é o Dia Nacional da Doação de Órgãos no Brasil.

O Grupo Santa Casa de Franca destaca a importância da doação de órgãos, um gesto de solidariedade humana que tem o poder de transformar e salvar inúmeras vidas.

A doação é um procedimento que permite que órgãos ou tecidos de uma pessoa, seja ela viva ou falecida, sejam captados e transplantados em outras, com o único objetivo de restaurar a saúde e devolver a esperança a pacientes e suas famílias.

O Grupo Santa Casa de Franca, referência em saúde na região, celebra a marca de mais de 500 captações de órgãos e tecidos realizadas entre os anos de 2021 e 2025. A somatória detalhada dos procedimentos consolida o compromisso da instituição com a missão de salvar e transformar vidas através da doação.

Troféu “Amigo do Transplante”

Um dos pilares que comprovam o comprometimento da instituição é o recebimento do troféu “Amigo do Transplante” concedido pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em reconhecimento ao trabalho multidisciplinar desenvolvido na instituição, com o objetivo de acolher, preparar e instruir os familiares de doadores de órgãos, atuando com precisão e eficiência no processo que culmina com captações de órgãos com sucesso – o que permite que várias vidas sejam salvas e muitos pacientes ganhem uma nova oportunidade.

Saiba o que é a Comissão de Transplantes do Grupo Santa Casa de Franca

A CIHDOTT é a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do Grupo Santa Casa de Franca, que conta com uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e fisioterapeutas, que atuam junto às famílias de potenciais doadores.

Esse grupo de profissionais desenvolve um trabalho fundamental para efetivar a autorização dos familiares para que seus entes queridos possam ter seus órgãos doados para pacientes que aguardam na fila. Além de ter um papel de oferecer apoio e acolhimento no processo de identificação e notificação do óbito para familiares de possíveis doadores.

O dr. Eduardo Migani, médico coordenador da comissão, destaca a importância desse trabalho: “Nosso papel vai muito além da identificação de um potencial doador. É um processo que exige precisão técnica, mas, acima de tudo, um profundo respeito pela vida que se encerra e pelas que podem ser renovadas. Atuamos para garantir que toda a jornada, desde o diagnóstico de morte encefálica até a doação, seja realizada com absoluto rigor ético e científico, honrando a confiança depositada em nossa instituição.”

Já a enfermeira Nanci Dias, complementa falando sobre o acolhimento humanizado: “Estar ao lado da família em um momento de tamanha dor é nossa missão mais sensível. Explicamos o processo com clareza, ouvimos suas angústias e oferecemos todo o suporte. Ver uma família encontrar conforto na decisão de salvar outras vidas é a maior recompensa do nosso trabalho.”

Projeto Luz: captação de córneas

Desde 2003, o Projeto Luz, uma parceria entre o Grupo Santa Casa de Franca e o Rotary Club de Franca Imperador, viabiliza a doação de córneas em momentos de perda. O Rotary Club de Franca Imperador é responsável pela divulgação do projeto.

Como funciona:

Após um óbito com parada cardíaca, a equipe especializada da Santa Casa acolhe a família e informa sobre a possibilidade de doação de córneas. A doação só é realizada com a autorização expressa da família naquele momento.

O Grupo Santa Casa de Franca oferece todo suporte para a captação das córneas, que são enviadas ao Banco de Olhos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto para distribuição. Já quando os receptores são da região de Franca os transplantes são realizados no Hospital Geral.

O projeto transforma um momento de dor em um gesto de esperança, devolvendo a visão e transformando vidas por meio da solidariedade.

Comunicação aos familiares: a chave para ser doador de órgãos

No Brasil, a lei é muito clara: a doação de órgãos e tecidos de um doador falecido só será realizada após a autorização da família.

Por isso, o passo mais importante para quem deseja ser um doador é conversar de forma clara e aberta com seus familiares, expressando seu desejo.

Esta conversa é fundamental para que, em um momento de profundo luto, a família possa respeitar a vontade do ente e autorizar a doação.

Os órgãos doados são destinados a pacientes que aguardam em uma lista única, organizada por estado ou região e rigorosamente monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), garantindo total transparência e equidade no processo.

Quais órgãos podem ser doados?

Em caso de doadores falecidos, é possível doar os seguintes órgãos: coração, pulmões, fígado, pâncreas e rins. Além de tecidos como, as córneas, pele, ossos, vasos sanguíneos, tendões e cartilagem.

A doação em vida também é uma realidade. O doador deve ter mais de 21 anos de idade e só ocorre se não comprometer suas funções vitais. É possível doar: um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão e a medula óssea.

A doação entre vivos é permitida para cônjuges ou parentes de até quarto grau, com compatibilidade sanguínea. No caso de doadores não aparentados, a doação só acontece mediante autorização judicial.

Palavra do presidente

Dr. Sidnei Oliveira Martins, presidente voluntário do Grupo Santa Casa, enfatiza: “A doação de órgãos é um profundo ato de amor ao próximo. Testemunhamos diariamente a dor de uma perda e a esperança de uma segunda chance. Nosso apelo é que as pessoas conversem com suas famílias sobre seu desejo serem doadoras de órgãos, pois essa conversa é a chave para salvar vidas.”

Para ser um doador é essencial comunicar sua vontade à família, pois a autorização familiar é obrigatória no Brasil. Órgãos e tecidos doados são destinados a pacientes em lista única controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).


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