Fevereiro Roxo: confira sinais de doenças neurodegenerativas em pets

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 16 de fevereiro de 2025 às 07:00
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Com a chegada do mês de fevereiro, é importante trazer luz às condições neurogenerativas que podem impactar a vida dos pets

Quando doenças neurodegenerativas afetam os animais de estimação, elas também são progressivas – foto Arquivo

 

Nos seres humanos, o Alzheimer é uma doença alarmante e que causa impactos na vida de quem desenvolve a condição, bem como daqueles ao seu redor. Com os animais de estimação, não é muito diferente.

A condição é capaz de prejudicar significativamente a qualidade de vida do pet. Por isso, é importante estar em alerta.

Quando doenças neurodegenerativas afetam os animais de estimação, elas também são progressivas, degenerando os neurônios cerebrais do pet.

De acordo com a veterinária Carol Mattos, os impactos na saúde do animal variam desde desorientação e confusão até a perda de controle dos esfíncteres (como fazer xixi e cocô fora do lugar).

Outros sinais são não reconhecer o tutor, alteração no ciclo do sono e latidos excessivos.

Sintomas iniciais

Os primeiros sinais dessas condições são quase imperceptíveis. Segundo o veterinário Francis Flosi, as mudanças de comportamento, dificuldades de locomoção e alterações no apetite são alguns indicadores que passam batido.

Entre as doenças mais frequentes, estão:

Síndrome da Disfunção Cognitiva (Alzheimer canino e felino): Flosi explica que ela age de forma semelhante ao Alzheimer humano, provocando desorientação, alterações no sono e perda de memória.

Mielopatia Degenerativa: doença progressiva que afeta a medula espinhal, causando perda da função motora nas patas traseiras.

“Os impactos incluem perda de coordenação ao caminhar e fraqueza nas patas, seguida de paralisia”, explica Mattos.

Epilepsia Idiopática: causa convulsões recorrentes sem causa identificável. Os impactos incluem convulsões, desorientação e ansiedade.

Cuidados preventivos

Algumas medidas são essenciais na prevenção dessas e de outras condições. Entre elas, Flosi indica:

Check-ups regulares: as consultas veterinárias devem ser feitas, no mínimo, a cada seis meses para diagnósticos precoces.

Alimentação balanceada: dietas específicas para pets idosos ajudam a prevenir problemas renais e articulares, segundo o especialista, que atua na Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas.

Atividade física moderada: caminhadas leves e brincadeiras adaptadas ajudam a manter o animal ativo sem sobrecarregar as articulações.

Estimulação mental: brinquedos interativos e novos desafios fazem com que a cognição fique ativa e previne o Alzheimer canino.

*Informações Metrópoles


+ Pets