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Houve confronto entre guardas municipais e manifestantes contrários ao Projeto de Lei
Em meio a protestos
de servidores, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, por 33 a 17 votos, em
segunda e definitiva votação, o Projeto de Lei (PL) 621 de 2016, que
institui a reforma da Previdência Municipal.
O projeto, de autoria do Poder Executivo, determina o aumento da
contribuição dos servidores públicos, de 11% para 14%, e cria uma previdência
complementar para novos trabalhadores do setor público. O texto agora vai à
sanção do prefeito Bruno Covas.
A votação foi marcada por protestos de manifestantes contra a
reforma em frente ao prédio da Câmara dos Vereadores, no centro da capital
paulista. No início da tarde, os manifestantes chegaram a derrubar o portão de
entrada do edifício e foram detidos por guardas civis metropolitanos (GCM).
Houve confronto entre os policiais e o grupo. A GCM
arremessou bombas de gás lacrimogêneo, e os manifestantes revidaram com pedras
e paus. Há informações de feridos entre os manifestantes. A Polícia
Militar chegou a fazer um cordão de proteção, com escudos, para impedir a
entrada no edifício.
A primeira votação do projeto ocorreu no sábado, 22 de dezembro,
quando também houve protesto e confusão e foi adiada.