Quando decidir fazer a troca, avalie bem o novo colchão: ele deve oferecer suporte adequado ao seu tipo físico
Você já acorda cansado, mesmo depois de uma noite “cheia de horas”? Esse pode ser um sinal de que chegou a hora de trocar o colchão — um aspecto muitas vezes negligenciado, mas fundamental para a qualidade do sono e para a saúde.
Com o tempo, é natural que o colchão perca a sua funcionalidade: espumas se desgastam, molas cederam, e o suporte adequado ao corpo vai diminuindo. Quando isso acontece, a superfície passa a se deformar, gerando afundamentos ou pontos mais moles que prejudicam o alinhamento da coluna e acabam provocando dores e desconfortos ao acordar.
Outro indicativo para a troca são os sintomas alérgicos. Colchões antigos acumulam poeira, ácaros, mofo e outros alérgenos que podem atacar quem sofre de rinite, asma ou outros problemas respiratórios. Se você percebe piora nas crises de alergia ao deitar, pode não ser apenas a poeira do quarto — o colchão pode estar no limite de seu uso útil.
Desgaste estrutural
Além disso, ruídos — como rangidos de molas — e odores ou manchas persistentes na superfície são sinais de desgaste estrutural ou problemas de higiene, indicando que seu colchão já não oferece mais o conforto e a segurança necessários para uma boa noite de sono.
Para especialistas, não existe regra rígida, mas orientações gerais ajudam a saber quando considerar a substituição. Segundo a Sleep Foundation, por exemplo, muitos colchões devem ser trocados a cada seis a oito anos, dependendo do material, da frequência de uso e dos cuidados com manutenção.
Já fabricantes nacionais e consultores de sono apontam que, em média, a troca é indicada a partir de cinco anos, especialmente por causa do acúmulo de ácaros e da perda de firmeza.
Manutenção
Para prolongar a vida útil do colchão e manter sua performance, vale adotar boas práticas de manutenção: usar protetor impermeável, arejar o colchão regularmente, aspirar ou limpar a superfície e girar ou inverter o colchão conforme o modelo.
Quando decidir fazer a troca, avalie bem o novo colchão: ele deve oferecer suporte adequado ao seu tipo físico, se adaptar à sua postura de dormir e preferências de firmeza. Investir em um modelo de qualidade pode fazer toda a diferença para dormir melhor, acordar renovado e evitar desconfortos durante o dia.
Se você já se pegou pensando “será que meu colchão está me prejudicando?”, pode ser o momento certo para repensar esse apoio invisível, mas essencial, para o seu descanso.